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Saúde

Viver mais não basta: clínica catarinense cria avaliação para ajudar as pessoas a envelhecer com saúde e autonomia

VIVER MAIS NÃO BASTA: CLÍNICA CATARINENSE CRIA AVALIAÇÃO PARA AJUDAR AS PESSOAS A ENVELHECER COM SAÚDE E AUTONOMIA

Modelo desenvolvido pelo grupo Ostermann avalia força, condicionamento físico, gordura corporal e saúde metabólica para identificar riscos antes que eles comprometam a qualidade de vida

O Brasil está envelhecendo rapidamente. Segundo o IBGE, em 2070, aproximadamente 38% da população brasileira poderá ter 60 anos ou mais.

Viver por mais tempo é uma conquista. O grande desafio, porém, é chegar aos 60, 70 ou 80 anos com disposição, força, independência e capacidade para realizar as atividades do dia a dia.

Pensando nisso, o grupo Ostermann está desenvolvendo, no Sul de Santa Catarina, um novo modelo de cuidado voltado para prevenção, metabolismo e longevidade.

A proposta é avaliar não apenas a presença de doenças, mas também o quanto o corpo está preparado para enfrentar o envelhecimento, uma cirurgia, uma internação ou outro problema de saúde.

“Duas pessoas com a mesma idade podem ter condições de saúde completamente diferentes. Uma pode apresentar força, equilíbrio e bom condicionamento físico. A outra pode estar perdendo massa muscular e autonomia sem perceber. Por isso, não devemos olhar somente para a idade ou para os exames de sangue”, explica o médico Rafael Ostermann, fundador do grupo.

VIVER MAIS, MAS VIVER BEM

Em 2024, a expectativa de vida do brasileiro chegou a 76,6 anos, de acordo com o IBGE. Entretanto, viver mais não significa necessariamente viver todos esses anos com saúde e independência.

Obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, perda de massa muscular, alterações de memória e redução da mobilidade podem comprometer a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.

A obesidade também se tornou um dos principais desafios de saúde no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 1 bilhão de pessoas vivem com a doença.

O excesso de gordura, principalmente na região abdominal, pode estar acompanhado de perda de músculos e diminuição da força. Essa combinação aumenta o risco de quedas, limitações físicas, internações e perda de independência.

“Uma pessoa pode até estar com o peso estável, mas já apresentar redução de força e aumento de gordura abdominal. Muitas vezes, essas mudanças acontecem de maneira silenciosa”, alerta Ostermann.

UM CHECK-UP QUE VAI ALÉM DOS EXAMES DE SANGUE

Para identificar esses riscos, o grupo desenvolveu o Ostermann Health Navigator, uma avaliação que complementa o check-up tradicional.

Além de observar glicose, colesterol, pressão arterial e outros indicadores conhecidos, a avaliação analisa aspectos que nem sempre são investigados em uma consulta de rotina, como:

• quantidade de gordura e massa muscular;
• concentração de gordura na região abdominal;
• força das mãos;
• mobilidade e desempenho físico;
• condicionamento do coração e dos pulmões;
• risco de diabetes e outras alterações metabólicas;
• qualidade do sono;
• alimentação;
• saúde intestinal;
• prática de atividade física;
• sinais de perda de força e fragilidade.

As informações são reunidas em um relatório de fácil compreensão. A equipe mostra quais áreas estão bem, quais precisam de atenção e quais mudanças podem ser feitas para proteger a saúde nos próximos anos.

“A maioria das pessoas sabe como está o colesterol, a glicose e a pressão. Mas poucas conhecem a própria força, o condicionamento físico ou a quantidade de massa muscular. Esses dados ajudam a entender como o corpo está envelhecendo”, explica Rafael Ostermann.

DO RESULTADO AO PLANO DE AÇÃO

Depois da avaliação, cada paciente recebe orientações de acordo com suas necessidades e seus objetivos.

O plano pode incluir acompanhamento médico, nutricional e físico, além de estratégias para:

• reduzir gordura abdominal;
• controlar ou tratar a obesidade;
• aumentar a força e a massa muscular;
• melhorar o condicionamento físico;
• prevenir diabetes e doenças cardiovasculares;
• melhorar o sono;
• cuidar da saúde intestinal;
• preservar a autonomia;
• preparar o organismo para envelhecer melhor.

Quando necessário, o paciente também pode ser direcionado para consultas especializadas, exames laboratoriais, ultrassonografia, avaliação cardiovascular, endoscopia, colonoscopia e outros recursos de investigação.

A diferença é que os atendimentos deixam de acontecer de forma isolada. As informações são conectadas e utilizadas para criar uma estratégia de saúde mais completa.

ACOMPANHAMENTO COM RESULTADOS MENSURÁVEIS

Após um período de acompanhamento, a avaliação pode ser repetida. Assim, o paciente consegue visualizar de maneira objetiva se houve melhora da força, do condicionamento, da composição corporal, da circunferência abdominal e dos indicadores metabólicos.

Esse acompanhamento permite corrigir estratégias e estabelecer novas metas.

“Não queremos entregar somente uma lista de exames ou recomendações genéricas. Queremos mostrar onde a pessoa está, onde ela pode chegar e quais passos precisa seguir”, afirma Ostermann.

UM NOVO FORMATO DE CUIDADO

Com unidades no Sul de Santa Catarina, o grupo Ostermann reúne médicos, nutricionistas, profissionais de enfermagem e outros especialistas em uma estrutura voltada para saúde digestiva, obesidade, metabolismo e longevidade.

A proposta acompanha uma tendência internacional: clínicas que deixam de atuar apenas quando a doença aparece e passam a acompanhar continuamente a saúde do paciente.

No futuro, o modelo poderá ser implantado em outras clínicas, empresas, academias e instituições parceiras.

Para Rafael Ostermann, longevidade não deve ser tratada como uma promessa de juventude eterna ou como um mercado baseado apenas em suplementos e exames sofisticados.

“Longevidade é ter saúde e autonomia para continuar trabalhando, viajando, convivendo com a família e realizando projetos. Não se trata apenas de viver mais, mas de permanecer capaz de aproveitar a vida.”

SOBRE O GRUPO OSTERMANN

O grupo Ostermann foi fundado pelo médico gastroenterologista, endoscopista e cirurgião bariátrico Rafael Ostermann. Atua nas áreas de saúde digestiva, obesidade, metabolismo e longevidade, reunindo consultas, avaliações de saúde, exames, procedimentos e programas de acompanhamento. O grupo possui unidades no Sul de Santa Catarina.

 

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