Os dias passam, os anos chegam. Com a idade avançando, percebemos aonde estamos, e que tal lugar, muitas vezes, não é bem o que imaginávamos na juventude. Sonhos, desejos, projetos e objetivos, ficaram no passado. A vida seguiu seu rumo, e hoje o presente é uma dura realidade, uma existência dissociada de sentido, desconectada da alma.
Se essa é nossa atual realidade, onde nos sentimos vazios, frustrados diante daquilo que nos tornamos, é chegado o momento crucial de repensar a vida.
Por vezes, ficamos aprisionados, aos erros cometidos, durante a existência. Carregamos esse fardo, pesado e doloroso: a culpa. Somos extremamente severos e rígidos conosco mesmo. No entanto, é preciso flexibilizar. Compreendendo que erros fazem parte da vida. Ocupam um lugar importante diante do nosso processo de desenvolvimento. Pois é através deles que somos conduzidos ao acerto, ao amadurecimento, a integração de aspectos de si mesmo: contribuindo assim para ser quem somos hoje. Precisamos nos conectar com nossa própria vulnerabilidade, se permitir errar, e aprender diante desses erros, procurando assim não os repetir.
Repensar a vida é reavaliar nossas escolhas e o que consideramos importante para sermos felizes. Como tudo no universo, estamos em constante transformação. Se qualquer aspecto da nossa vida não traz mais a energia de antes, é necessário refletir diante do que pode estar errado e fazer as devidas correções.
Sempre há tempo de recomeçar, mudar, resignificar. Com consciência e responsabilidade, devemos refletir diante do nosso presente, como também com relação ao nosso passado: repensar os sonhos infantis, os desejos juvenis, projetos, tudo aquilo que não conseguimos realizar até o presente momento. E se tais sentimentos, ainda fazem sentido para nós, pulsando e vibrando em nossa alma, porque não os viver?
Tome cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais. Sócrates
Psicólogo Juliano G. Cechinel