O tempo passa e a precariedade do local vem causando revolta para comerciantes
Araranguá
Não é a primeira vez que um veículo de comunicação vem abordar a situação do antigo BR Shopping, localizado no bairro Cidade Alta, em Araranguá. A cada ano que passa e a cada reportagem a realidade piora. O local abandonado vem gerando transtornos para a população e para muitos comerciantes que tem empresas situadas em frente ao prédio.
Para entendermos, o BR Shopping fica bem na entrada da Cidade das Avenidas e há pelos menos 10 anos está abandonado. A última vez que o espaço teve utilidade foi quando o Fórum da Comarca de Araranguá usou temporariamente o espaço. Mas, de quem é a reponsabilidade?

Nossa reportagem conversou com o secretário de planejamento do município de Araranguá, Francisco Diello, que nos primeiros anos de mandato do atual prefeito, Mariano Mazzuco Neto, ocupou a função de advogado do município. Ele explicou que o problema não é do paço municipal. “O BR Shopping é um prédio comercial e cada sala tem um dono, ou seja, a prefeitura não tem responsabilidade sob o local, mas claro que sabemos da questão de saúde pública que o BR Shopping se tornou”.
Diello afirma que os proprietários já foram notificados sobre a problemática. “Nós notificamos os proprietários diversas vezes solicitando melhorias no espaço. Mesmo não sendo utilizado pelas empresas, é deles a responsabilidade perante do imóvel. Muitos empresários estão com os impostos atrasados e estão na dívida ativa do município, outros cumprem seu papel e estão com o IPTU, por exemplo, em dia”, pontua.

Empresários se dizem prejudicados
O local além de estar abandonado é usado rotineiramente por usuários de drogas e para a prostituição e isso vem afetando a rotina de empreendimentos daqueles que desejam colaborar com o desenvolvimento da cidade.
André Borges, proprietário do Empório Tambaqui, localizado bem em frente ao prédio, lamenta o problema. “A situação é muito delicada, quando abri minha empresa diariamente havia moradores de rua na porta do meu local e para sanar este problema resolvi contratar um vigilante. Hoje muitos clientes deixam de vir ao meu restaurante por ele estar em frente a um local como este”.

O empresário Hilário Heiser, da RCM Parafusos, comenta que a realidade é delicada. “Hoje ajudo quase que diariamente todos os moradores de rua que vem pedir algo na minha empresa, dou dinheiro e alimento, pois esta é uma forma de garantir que eles não entrarão em meu empreendimento para furtar. Tive que me tornar um ‘amigo’ daqueles que não colaboram em nada para com a cidade. Esse dinheiro destinado sempre que pedido eu poderia mandar para uma instituição que precisa. Lamentável”, relata.