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Agosto Lilás: conheça as ações de combate à violência contra a mulher realizadas pelo MPSC

Ao longo do mês de agosto, órgão apresenta a campanha "Você não está sozinha", com uma série de iniciativas para combater a violência doméstica.

Santa Catarina trava uma batalha contra a violência doméstica. De acordo com dados do site Observatório da Violência contra a Mulher, de janeiro a junho de 2022 foram registrados 29 feminicídios e mais de 11 mil medidas protetivas foram requeridas por mulheres em Santa Catarina.

Os números alertam para a importância de ações de combate no Estado,  de acolhimento e de promoção de educação da sociedade. No mês em que a Lei Maria da Penha foi sancionada, e que deu origem ao Agosto Lilás (mês de campanha pelo fim da violência contra a mulher), o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) elenca uma série de ações para acolher e proteger as vítimas de violência doméstica e contra a mulher em diversas regiões do estado.

Com o mote “Você não está sozinha”, o órgão apresenta ações concretas na defesa, no apoio, na proteção e no acolhimento às vítimas desse tipo de violência e dos crimes cometidos em razão do gênero.

Para começar as reflexões sobre o tema, no dia 5 de agosto, o Neavid (Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar e contra a Mulher em Razão do Gênero) e a Ouvidoria das Mulheres do MPSC promovem o “Ciclo de diálogos do MPSC sobre a Lei Maria da Penha – Violências e suas singularidades”.

A proposta é aperfeiçoar a atuação dos participantes da rede, como membros e servidores do MPSC, do Poder Judiciário, das Polícias Militar e Civil e das delegacias de proteção à criança, adolescente, à mulher e ao idoso/Rede Catarina, nas questões relacionadas à violência psicológica, tanto na área criminal quanto na cidadania, e facilitar a percepção da configuração do crime e dos meios para apurá-lo.

Para a coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor e Coordenadora Operacional do Neavid, Lia Nara Dalmutt, o evento é um momento de aprendizagem e troca de experiências.

“Vamos conversar sobre assuntos importantes como o aprimoramento da atuação nas questões jurídicas e de investigação, entender mais sobre a questão da violência baseada no gênero e nos atualizar quanto à legislação sobre o assunto, buscando sempre, como resultado final, a melhora da atuação institucional no enfrentamento aos crimes de violência doméstica”, afirma.

Fonte: ND Mais 

 

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