Governador Carlos Moisés da Silva (PSL) não deu mais folga para seu telefone, desde que foram abertas negociações com o MDB e o Progressistas, visando solidificar sua base parlamentar na Assembleia Legislativa. Em princípio, o governador estaria, literalmente, disposto a abrir espaço no Governo do Estado para que os dois partidos possam ocupar Secretarias. O interessante da história é que, por incrível que pareça, as duas legendas tem solicitado ao governador que espere mais um pouco para que “o negócio seja fechado”.
A bem da verdade, MDB e Progressistas estão loucos para entrarem para o governo, mas não querem fazer isto, neste momento. Vale lembrar que daqui a três meses teremos eleições municipais, e as duas legendas não querem ser vistas pelo mercado eleitoral como meros fisiologistas. Em princípio, o governador teria a garantia de que os processos de impeachment que tramitam na Assembleia contra ele não surtirão êxito. O pagamento da conta, no entanto, terá que ser feito mais tarde, de modo a não desgostar ainda mais o já saturado eleitor, que não aquenta mais essa história de toma lá, da cá na política.
Em Turvo, Tiago Zilli reafirma apoio a Pisca
Declaração do prefeito de Turvo, Tiago Zilli (MDB), dando conta de que gostaria de ver o vice-prefeito Edson Pisca Dagostin (MDB) como seu sucessor, causou burburinho generalizado, ontem, no município. Zilli, no entanto, voltou a reafirmar sua posição, ressaltando, todavia, de que esta é uma posição pessoal, e que irá respeitar a deliberação do partido, seja ela qual for. “Se o MDB entender que o Pisca não deva ser candidato, eu apoio integralmente o nome que for escolhido. Em princípio, estou apenas manifestando meu sentimento em relação aos desdobramentos para a eleição deste ano. Se for ele, eu, pessoalmente, ficaria muito contente. Mas, qualquer outro nome que for eventualmente escolhido terá meu apoio e trabalho”, comenta o prefeito.
Pandemia irá mudar a cara da eleição deste ano
Em tempos de pandemia de Covid-19, vários partidos, e alinhavos de coligação, de nossa região, têm promovido reuniões virtuais, para tratar de assuntos relacionados à eleição municipal deste ano. Em princípio é a única saída para se discutir acertos políticos, sem correr o risco de ter a política batendo na porta, já que um decreto estadual proíbe reuniões com mais de dez pessoas. Por conta da pandemia, a campanha eleitoral deste ano deverá ser totalmente diferente de qualquer outra que já tenha existido recentemente, a começar pelo fato de que os eleitores não irão querer receber políticos em casa. Comícios, reuniões de trabalho, panfletagem também correm o risco de simplesmente não existirem em 2020, o que é muito bom, por óbvio, para quem está em pré-campanha a mais tempo.
MDB de Passo de Torres irá definir vice semana que vem
MDB de Passo de Torres irá definir quem será o candidato a vice do prefeito Jonas Souza (MDB), em seu projeto de reeleição, na próxima semana. Por enquanto, quatro nomes figuram como os preferidos para a composição: o atual vice, Áureo André Henrique, o vereador Emerson Cardoso Kjillim, o Fom, a ex-Primeira Dama Céia da Silva e o comerciante Renan Borba. Ainda que conte com o apoio de outras legendas, o MDB deverá mesmo disputar novamente a eleição com chapa pura, a exemplo do que fez em 2016. A iniciativa objetiva manter a unidade partidária da sigla. Este deverá ser o único caso, de nossa região, em que um partido histórico lançará tanto o candidato a prefeito, quanto o candidato a vice.
Em Gaivota, candidatos estão focados em infraestrutura
Em entrevista ao Jornal Folha Sul, de Santa Rosa do Sul, pré-candidatos a prefeito de Balneário Gaivota, Evânio Machado, o Machadinho (PSD), e Everaldo dos Santos, o Kekinha (PSDB), se mostraram bem propensos a fazer investimentos no setor de infraestrutura do município, em caso de eleição. Deixam a entender de que este será o ponto forte das duas campanhas. O que deverá diferenciar o discurso de ambos, por óbvio, é o ponto de vista em relação aos fatos. Enquanto Evânio, que é vice-prefeito, deverá buscar construir um discurso de continuidade das obras realizadas pela atual gestão, Kekinha, no papel de opositor, deverá tentar mostrar o que não foi feito, propondo a resolução dos problemas. Mas, nitidamente, a infraestrutura deverá dominar boa parte das discussões de campanha entre ambos.