Casal de Balneário gaivota posta, nas redes sociais, um vídeo de desabafo após ficar mais de três horas esperando atendimento para o filho em Posto de Saúde do município
Na tarde de segunda feira, dia 24 de agosto, o pedreiro, Luiz Fernando Pereira Barbosa, de 23 anos e sua esposa, Luana Antônio Ferraz, 20 anos, moradores do bairro Jardim Ultramar, em Balneário Gaivota, procuraram o Posto de Saúde Central do município na busca de atendimento para seu filho, Vicente Antônio Barbosa, de um ano e dois meses, que a alguns dias apresentava febre, mal estar e outros sintomas de gripe.
Fernando conta que chegaram ao Posto de Saúde às 15h, aproximadamente, e fizeram a solicitação de atendimento para o menino. Foi feito a triagem e pediram para aguardar, mas por mais de três horas o atendimento não aconteceu. “Nós ficamos esperando a tarde inteira e nada de olharem o menino. Ele estava doentinho e ficava chorando, isso sem contar que no fim do dia a temperatura muda. Quando saímos de casa estava calor e não levamos roupas quentes, então quando começou a esfriar ficamos com medo dele ficar ainda mais doente”, explica Fernando.
A mãe relata que procurou as atendentes várias vezes na intenção de conseguir informação quanto ao atendimento, pois já não sabia mais o que fazer pra acalmar o menino que estava com frio e precisava de cuidados. “Eu reclamei que ele estava com frio e a mulher disse pra esperar no carro, mas ele é um bebê e precisa de vários cuidados. Como eu ia fazer pra trocar fraldas e dar mamadeira?”, questiona Luana.
O casal conta que outros pacientes também passaram a tarde toda na espera por atendimento, “Tinha uma senhora, de aproximadamente uns 70 anos, que havia chegado às 13h e no início da noite ainda aguardava pela consulta. Ela teve que começar a fazer tricô pra poder se distrair enquanto aguardava”. Comenta Luana.
Indignado com a situação, Fernando procurou a enfermeira e disse que faria um vídeo mostrando a situação. “Disse pra ela que é uma pouca vergonha essa situação. Depois gravamos o vídeo contando o descaso que estávamos passando e postamos na rede social”, conta o pai.
Depois de gravar o vídeo o casal desistiu de esperar e foi até uma farmácia, onde comprou, por conta própria, o medicamento para Vicente. “A gente sabe que o certo é o médico atender e passar a receita correta, mas ficamos sem alternativas. Felizmente ele melhorou um pouco, mas é muito angustiante ter que passar por essa situação”, finaliza Fernando.
Em nota enviada para a equipe de reportagem pela enfermeira Lara Just Fagundes Cândido, responsável pelo plantão vespertino das 12h às 17h e o médico plantonista do dia, Dr. Arthur Pereira Garbin, no dia 24 de agosto, conforme evolução no sistema do município, a família chegou às 16h para avaliação médica, a equipe de enfermagem fez o primeiro atendimento, foram verificados os sinais vitais, que estavam normais, e recolhido as queixas dos pacientes que apresentavam sintomas gripais. Também esclarece que no mesmo dia foram atendidos 34 pacientes, sendo que o número de atendimento da família era o 31.
Com base nas informações recolhidas, fica evidente a dificuldade da Unidade Ambulatorial, em atender toda a demanda de pacientes do município. Uma vez que, de acordo com a nota emitida pelos profissionais acima citados, “um atendimento médico dura em média de 15 a 20 minutos, o normal seria de 18 a 20 atendimentos no dia (o que já é bastante), e a equipe realizou 34 atendimentos no dia”.
O horário de atendimento da Unidade Ambulatorial de segunda a sexta é das 7h às 22h, sem fechar ao meio dia, e aos finais de semana das 09h às 14h. O município segue os decretos e protocolos da Secretaria do Estado da Saúde e do Ministério da Saúde.