Décima edição do evento e quinto Congresso Sul Catarinense de Psicologia Social seguem até quarta-feira (28/8) na Unesc (Fotos: Mayara Cardoso e Milena Nandi)
O curso de Psicologia da Unesc, que comemora exatos 20 anos de história nesta terça-feira (27/8), deu início oficialmente na noite desta segunda-feira (26/8) a 10ª Jornada Acadêmica de Psicologia e ao 5º Congresso Sul Catarinense de Psicologia Social. O evento, que já contou com atividades ao longo do dia, teve solenidade de abertura oficial realizada no Auditório Ruy Hülse. A noite foi marcada pela palestra do profissional Brigido Vizeu Camargo, que abordou o tema “As Contribuições da Psicologia Social Societária em Tempos de Crise”.
Em nome da comissão organizadora do evento, a coordenadora o grupo, acadêmica Daniela Cardoso, agradeceu o apoio de todos que prestigiaram a noite de palestra e colaboraram com a concretização do evento, planejado com carinho para que agradasse a todos. “Foram meses de trabalho para construir uma Jornada que contemplasse os desejos e as inquietações de vocês acadêmicos. Desejo que possamos aproveitar esses dias de evento. De minha parte posso dizer que tenho muita honra e muito orgulho em saber que estamos fazendo parte de algo tão grandioso e preparado em sua maioria pelas mãos dos acadêmicos”, salientou.

Também se mostrando emocionado ao ver o auditório lotado de alunos com grandes expectativas de aprendizado, o presidente do Centro Acadêmico do curso, Arthur Miguel Pedri Gomes, salientou o esforço e o sentimento da equipe que representa os estudantes e planejou ao longo dos últimos meses a programação da Jornada e do Congresso. “O que vocês estão vendo hoje é literalmente o resultado de uma jornada. Quando a gente pensa naquela frase que todo mundo sempre comenta, que a felicidade não é o final, hoje a gente percebe que realmente a felicidade é a jornada. O que queremos transmitir, então, é muita gratidão e felicidade por esse resultado. Já está sendo incrível até aqui e será um evento incrível”, completou.
Para a coordenadora do curso, Karin Martins Gomes, o momento é histórico, por marcar os 20 anos do curso e representa um grande orgulho para professores e acadêmicos. “É uma honra estar fazendo parte desse evento que realmente foi montado por vocês. Me sinto muito honrada em representar hoje todos os nossos professores e acadêmicos neste momento especial. Vamos aproveitar muito”, salientou.
A programação dos eventos segue nesta terça-feira (27/8) com atividades já pela manhã também no Auditório Ruy Hülse. Os interessados podem conferir no site a agenda completa.

O palestrante da noite
Dr. Brigido Vizeu Camargo é professor titular aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil; diretor associado de pesquisa por diversas vezes na Fondation Maison des Sciences de l’Homme, Paris, França; membro do Collegio del Dottorato in Scienze Sociali - Università Degli Studi di Padova, Itália; professor do Doutorado Internacional/Europeu sobre Representações Sociais e Comunicação na Universitá Degli Studi di Roma, La Sapienza, Itália e pesquisador sobre epistemologia e história da teorização sobre representações sociais.
Atividades ao longo do primeiro dia
Psicologia Transpessoal, Psicodrama e atuação do psicólogo no TEA (Transtorno do Espectro Autista) e em Pediatria Oncológica foram os primeiros temas abordados na manhã desta segunda-feira (26/8), nas atividades iniciais da 10ª Jornada Acadêmica de Psicologia e o 5º Congresso Sul Catarinense de Psicologia Social. Os minicursos e oficinas ocorreram em salas de aula e no Serviço de Psicologia das Clínicas Integradas da Unesc, reunindo professores, profissionais e estudantes.
O neurologista infantil do Núcleo TEA, Eduardo Borges de Medeiros iniciou o minicurso “Transtorno do Espectro do Autismo: Do diagnóstico ao tratamento” e foi seguido pelas psicólogas do Núcleo TEA, Thaís Cunha de Oliveira Kiquio e Ledijane Cristina Sachet Ghisi.

Segundo Medeiros, a interação da criança autista com outras pessoas é essencial para que o tratamento possa ser realizado. “A partir do momento que você consegue fazer com que essa criança interaja, a porta para tudo se abre. Não adianta fazer mil terapias se o paciente não reage. Os medicamentos são importantes em alguns casos, mas não adianta apenas medicar a criança e não encaminhar ela para uma terapia em que ela tenha interação social. E depois que ela interagir, vão ser estabelecidos outros pontos, como linguagem e padrões adequados para o comportamento. E o trabalho deve envolver outros profissionais e integrar a escola, a família, comunidade e educadores”, afirma o neurologista infantil.
No minicurso “Psicologia Hospitalar: Intervenções em Pediatria Oncológica”, ministrado pela professora do curso de Psicologia da Unesc, Fernanda de Souza Fernandes, os participantes puderam refletir sobre o contexto oncopediátrico e a inserção do trabalho do terapeuta nele, as dificuldades de acesso das crianças com câncer a um tratamento com psicólogo e os recursos limitados que hospitais gerais que atendem crianças com câncer têm para oferecer atendimento psicológico.

A programação da manhã de segunda-feira contou ainda com o minicurso “Mitos e Verdades sobre a Psicologia Transpessoal”, com a coordenadora do Comitê de Psicologia Transpessoal da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul, Milena Nardini Bubols e com a oficina “O Psicodrama Aplicado às Situações de Crise em Saúde Mental”, com a psicóloga do Caps II (Centro de Atenção Psicossocial) de Criciúma, Katiussa Aparecida Gambin.

Texto: Assessoria de Imprensa Unesc