• Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
  1. Home
  2. Imprensa livre
  3. Comunidades Rurais de Balneário Gaivota sofrem com êxodo rural

Imprensa livre

Comunidades Rurais de Balneário Gaivota sofrem com êxodo rural

Moradores das comunidades Anita Garibaldi e Estiva do Rodrigues, em Balneário Gaivota, reclamam das dificuldades enfrentadas por quem vive da agricultura nas comunidades rurais do município, e lamentam o êxodo rural dos mais jovens, que segundo os moradores, mudam para o centro de Gaivota, ou para outros municípios da região, buscando emprego e melhores condições de vida. De acordo com os moradores, as comunidades estão envelhecendo e as dificuldades, que já eram grandes, estão crescendo ainda mais, porque não existe programas de assistência e incentivo ao agricultor e nem mesmo uma estrutura básica de apoio aos moradores das comunidades rurais.

Para uma das mais antigas moradoras da comunidade de Anita Garibaldi, Ceoni Baltazar Leandro, de 62 anos, a vida no campo fica mais difícil a cada ano, pois “os custos dos insumos para a lavoura crescem sempre e muitas vezes nem compensa a produção dos alimentos”. Ela conta que as melhorias nas terras foram todas feitas no “braço” porque sempre que precisa de uma máquina para abrir um valo, ou algum outro trabalho mais complicado, é muito difícil conseguir, além disso, existe a dificuldade para obter atendimento na saúde e para outras necessidades do dia a dia. “Aqui tudo fica mais complicado, é longe e não tem quem nos ajude, então a gente vai trabalhando como pode. Teve um dia que precisei carimbar umas receitas para fazer alguns exames e perdi o dia todo, isso porque primeiro tive que ir até o Posto de Saúde da Lagoa de Fora e depois me mandaram ir até o Posto do Centro. Então só para carimbar as receitas gastei um monte com o taxi, pois não temos ônibus com linha até a comunidade. Perdi o dia de trabalho”, lamenta Ceoni.

Ela ressalta que a terra é boa, “mas todos parecem esquecidos e cada vez a situação piora mais”. Conforme ele, “até a creche do bairro foi fechada a alguns anos”. Por fim, Ceoni indaga: “Então me explica, como é que os jovens vão ter interesse em continuar vivendo nessa situação?”.

A moradora de Estiva do Rodrigues, Alzira Rodrigues Peres, de 59 anos, por sua vez, conta que criou os três filhos, juntamente com o falecido marido, gerando o sustento da família com o trabalho na lavoura. Ela explica que o trabalho era puxado, mas dava de viver da terra. Atualmente, porém, está muito mais difícil. “Hoje eu planto só o essencial para o consumo meu e das criações, e as vezes até vale mais a pena comprar a ração para o gado em vez de plantar. Aqui a terra é bonita e boa pra morar, mas não temos ajuda nem pra abrir um valo na extrema da terra e os custos e impostos só sobem. Por causa disto tudo incentivei meus filhos a buscarem trabalho fora. Hoje todos tem suas profissões e uma vida melhor, morando em outras cidades. A gente fica triste pela distância, mas sei que é o melhor pra eles. Em Gaivota está cada vez mais difícil viver da agricultura”, conta emocionada. (AGSN)

Heriberto Schmidt será vice de Pisca Dagostin em Turvo Próximo

Heriberto Schmidt será vice de Pisca Dagostin em Turvo

Cinco ex-prefeitos querem voltar a comandar executivos Anterior

Cinco ex-prefeitos querem voltar a comandar executivos

Inscreva-se em nossa Newsletter

Fique por dentro das nossas novidades.