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Coronavírus: Colégio Futurão usa tecnologia e vídeo-aulas para ensinar à distância

Recursos digitais estão sendo usados para evitar que estudantes sofram prejuízos no ensino-aprendizagem

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus não ficam restritos às pessoas infectadas. O temor em relação à Covid-19, a doença causada pelo vírus, já afeta todas áreas da sociedade.

Na educação não foi diferente. Estima-se que quase 900 milhões de estudantes estejam com aulas suspensas ou reconfiguradas ao redor do mundo. O contingente representa metade de todos os estudantes do mundo. As interrupções afetam 113 países, incluindo o Brasil – segundo atualização realizada em 17 de março pela Unesco, órgão da ONU para educação e cultura. 

A suspensão temporária das atividades presenciais, por ordem governamental ou não, é uma tentativa de reduzir o risco de contágio e disseminação do coronavírus entre os alunos e o restante da população.

Visando evitar que seus mais de 500 alunos fiquem sem aulas, o Colégio Futurão de Araranguá, no Sul do Estado agiu rápido e está usando a tecnologia para encurtar distâncias entre professores e estudantes. Algumas salas de aula vazias, se transformaram em estúdio de gravação e uma verdadeira Força-Tarefa está sendo promovida pelo departamento de comunicação e a coordenação pedagógica para gerar vídeo-aulas e outros conteúdos digitais.

De acordo com Giancarlo Rizzi, Coordenador de Marketing e Comunicação do Grupo Educacional Futurão, foi estabelecido um cronograma de captação para estas vídeo-aulas, seguindo todas as recomendações do Ministério da Saúde, com equipe reduzida e esterilização de equipamentos e ambientes. A edição e upload na plataforma do Google for Education está sendo feita em home office pela equipe de comunicação da instituição, monitorada pela Coordenação Pedagógica.

Para ter acesso ao conteúdo, a comunidade escolar recebe o link de acesso através do aplicativo exclusivo da instituição, o Mais (+) Futurão, e também por e-mail e/ou Whatsapp, para que não haja prejuízo ao processo de ensino-aprendizagem. Os conteúdos estão hospedados na plataforma Google for Education, que integra diversas ferramentas colaborativas voltadas ao ensino.

“O sistema de conteúdos multimídia está implantado para todas as turmas que possuem pluridocência - no nosso caso, do 5º Ano do Ensino Fundamental ao 3º Ano do Ensino Médio, com suporte também ao Pré-Vestibular. Os alunos da Educação Infantil e das Séries Iniciais recebem o material físico, com atividades preparadas especificamente para o sistema de home tutoring,” detalha o Coordneador.

Conexão com os alunos

Segundo Giancarlo, além de assistir às aulas é possível fazer exercícios e interagir com professores.  “A plataforma nos disponibiliza estabelecer horários de tutoria para cada disciplina, para que nenhuma dúvida fique sem resposta e todos possam focar ao máximo na aprendizagem. Os conteúdos práticos, como avaliações e atividades, seguem anexos à cada aula disponibilizada” enfatiza.

Entre os benefícios imediatos pontuados pela instituição com a implantação desta  medida, no caso dos alunos menores, uma maior integração dos responsáveis com o processo de aprendizagem e uma valorização positiva do convívio familiar; em todos os casos, o estabelecimento de uma rotina saudável de estudos em casa, para manter o ritmo das demandas escolares e de conteúdos. “Pedagogicamente, é um desafio que leva à inovação de processos e métodos, que nos traz a oportunidade de nos reinventarmos como instituição” pontua.

#NãoSãoFérias

O que viralizou positivamente na web foi o uso da #NãoSãoFérias. Pais e alunos do Colégio estão publicando fotos e vídeos que mostram estarem cumprindo o ritmo escolar em casa.

Segundo o diretor de marketing, o uso de uma Hashtag e sua campanha adjacente é uma forma de conscientização à necessidade de manter a rotina de estudos e evitar confundir estas semanas de afastamento como uma “folga”. “Consideramos também que é nesta situação que as redes sociais mostrarão seu verdadeiro valor, como ferramenta de integração e aproximação de ideias. A comunidade escolar solicitou um meio de integrar as publicações com nossas contas, para que possamos nos acompanhar mutuamente, e o resultado desta colaboração é a hashtag, que já inunda os feeds da região.” finalizou.

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