Dois ex-vice-prefeitos de Maracajá, que desde 2017 dirigiram departamentos da administração municipal, a pedido, se desligaram das funções com sentimentos semelhantes e comemorando a experiência inovadora no serviço público de Maracajá neste período.
“Foi uma experiência totalmente nova, um novo modelo de gestão, pautado no interesse coletivo, sem favorecimentos pessoais ou político-partidários e com resultados impressionantes”, define Luiz Martinello, o Neguinho, que se desligou, nesta semana, do Departamento Municipal de Agricultura.
Diretor de Obras por mais de três anos, vice-prefeito nos mandatos entre 2010/2016, candidato a prefeito em 2016, pelo PT, Everaldo Pereira se desligou da função, segundo ele, “com certeza do dever cumprido, honrado com o convite e, sobretudo, por integrar um grupo de trabalho unido e focado na gestão do município”.
“Tive a oportunidade de ver duas administrações por dentro e as diferenças foram muito grandes, aprendi muito e tenho a agradecer a oportunidade de poder contribuir com o desenvolvido do município, e, vendo, inclusive, a implantação do projeto Porteira Aberta, uma das propostas que apresentei como candidato a prefeito em 2016”, disse Everaldo.
Com a experiência de cinco mandatos de vereadores e um de vice-prefeito, no mandato de Antônio Carlos de Oliveira, o Cacaio (2004/2008), Luiz Martinello, o Neguinho, comemora resultados de sua gestão à frente do Departamento Municipal de Agricultura a partir de 2017, com a posse do prefeito Arlindo Rocha.
“Os números traduzem a importância de uma gestão técnica, focada na garantia do serviço público em igualdade para todos, sem preferências ou privilégios, dentro dos limites impostos pela legislação e pelos princípios da administração pública”, diz Neguinho, mostrando por, exemplo, atendimentos feitos e receitas recebidas pelo município.
Segundo Martinello, em 2016, a contabilidade oficial do município mostra que o Departamento de Agricultura atendeu 59 famílias, prestou 67 atendimentos e arrecadou das famílias atendidas pouco mais de R$ 6 mil. No ano seguinte, 2017, foram 387 atendimentos, para 230 famílias, que recolheram aos cofres municipais mais de R$ 53 mil.
“Nestes mais de 40 meses que estivemos no comando da agricultura de Maracajá registramos quase 1,7 mil atendimentos para mais de 600 famílias e isto foi possível graças ao novo modelo de gestão da administração municipal, muito diferente do que tínhamos vivido, mostrando que o serviço público de Maracajá pode e deve se modernizar”, finaliza Luiz Martinello.

