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Fevereiro foi o pior mês de seca em SC em 2022

Dados do Mapa do Monitor de Secas indicou intensificação da estiagem no Oeste e Extremo Oeste do Estado.

Em fevereiro, a estiagem em Santa Catarina ficou mais intensa em comparação a janeiro, segundo dados do Mapa do Monitor de Secas. Os dados foram divulgados na última semana.

Mapa do Monitor de Secas confirma intensificação da estiagem em fevereiro – Foto: Divulgação/ND

De acordo com o Monitor de Secas, houve avanço da seca moderada e grave na região Leste de Santa Catarina e da seca extrema no Oeste do Estado, em virtude das chuvas abaixo do esperado nos últimos meses.

A pesquisa mostra que os impactos da estiagem são de curto prazo na região Leste e de curto e longo prazo nas demais áreas catarinenses.

Os dados divulgados também demonstram que a estiagem se intensificou nos demais estados da região Sul. Houve o avanço da seca extrema no Norte e Oeste do Rio Grande do Sul e no Sul do Paraná.

De acordo com Leonardo Porto Ferreira, secretário executivo do Meio Ambiente, o governo catarinense tem agido para amenizar os impactos da falta de chuva, especialmente no Oeste e Extremo Oeste.

“É importante salientar a peculiaridade do período que estamos vivendo, com uma estiagem que se prolonga por anos. O Monitor de Secas consegue registrar isso para ações imediatas e, também, a longo prazo”, comenta.

A produção agrícola de Santa Catarina já acumula um prejuízo de R$ 4.232.417.422,7 devido à estiagem. Os números, atualizados pela Epagri/Cepa, são muito maiores que o levantamento anterior devido, principalmente, à inclusão das perdas com a maçã e alta nos preços.

“A safra 2021/22 de maçã deve ser 12,4% menor do que a estimativa inicial, com produção de 581.782,3 toneladas, o que é 82.096,1 toneladas a menos do que o esperado inicialmente. As perdas financeiras com a maçã estão estimadas em R$ 50.283.875,3 agora”, explica Haroldo Tavares Elias, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa.

Seca grave e moderada: o que significa?

  • A seca moderada é aquela que tem como impactos possíveis alguns danos às culturas agrícolas ou pastagens, córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos, ocorrência de algumas faltas de água ou falta iminente.
  • A seca grave envolve perdas prováveis nas culturas agrícolas ou pastagens, a escassez de água é comum e podem ser impostas restrições ao uso.
  • A seca extrema tem como impactos prováveis grandes perdas de culturas ou pastagens, escassez generalizada ou restrições na disponibilidade de água.

O projeto

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação da seca, cujos resultados consolidados são divulgados por meio do Mapa do Monitor de Secas.

Em âmbito nacional, o projeto é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Várias entidades colaboram na elaboração e validação dos dados.

Em Santa Catarina, o trabalho é desenvolvido pela Secretaria Executiva do Meio Ambiente, integrada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável.

Fonte: ND Mais 

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