Governador Carlos Moisés da Silva (PSL) está entre a cruz e a espada. Na sexta-feira os Ministérios Públicos Estadual, Federal, do Trabalho, Tribunal de Conta do Estado e Defensorias Estaduais recomendaram lockdown por duas semanas em toda Santa Catarina, nas atividades consideradas não essenciais. Na prática, se seguir esta solicitação, Carlos Moisés teria que decretar o fechamento de praticamente todo o setor produtivo estadual, a exemplo do que aconteceu em março do ano passado.
Hoje no final do dia o governador deverá se reunir com representantes dos solicitantes, mas conversa não deverá ser das mais amistosas. Isto porque uma dezena de entidades representativas da indústria e do comércio de nosso Estado já se posicionou francamente contrárias a qualquer lockdown, a exemplo, aliás, do que já havia feito há um ano.
Em linhas gerais, de um lado estão os órgãos governamentais solicitando que a indústria e o comércio parem suas atividades por conta do novo surto de Codiv-19 em Santa Catarina. Do outro lado está a iniciativa privada batendo na tecla que esta medida é desnecessária, bastando que sejam seguidos os protocolos já recomendados pela Organização Mundial da Saúde no que diz respeito às iniciativas de prevenção à Covid.
O desfecho deste assunto ainda é uma incógnita, já que as forças que estão de um lado e do outro da moeda em voga acabam se equivalendo.
Ermo irá sanitizar prédios municipais contra Covid-19
Prefeito de Ermo, Paulo Della Vechia (MDB), determinou que seja promovida a sanitização contra a Covid-19 em todos os prédios públicos municipais. O trabalho, que será feito esta semana, objetiva colaborar com as medidas de segurança que visam fortalecer a precaução contra o coronavírus. Em princípio, a prioridade será sanitizar todas as dependências da Rede Municipal de Ensino e todos os espaços pertencentes à Secretaria Municipal de Saúde. Outros espaços pertencentes ao executivo municipal, no entanto, também serão sanitizados. O mesmo trabalho já foi realizado nos municípios de Araranguá e Balneário Gaivota.
Não faltaram avisos em relação aos perigos da Covid
Desde março do ano passado cientistas de todo o mundo têm falado que a Covid-19 teria três surtos, a exemplo de qualquer virose do gênero. Todos também reiteraram que a pandemia levaria pelos menos 18 meses até ficar sob relativo controle, e que uma vacina relativamente eficiente para o combate ao coronavírus não ficaria pronta antes de 12 meses, a contar de janeiro de 2020. Por conta disto, fizeram uma dezena de recomendações à população, o que incluía distanciamento social, uso de máscaras, de álcool em gel, etc, etc, etc. Para os governos, os cientistas recomendaram ampliação dos leitos de UTI, hospitais de campanha etc, etc, etc. Bom, a população preferiu fazer festa, e os governos preferiram roubar.
Aulas presenciais podem não retornar no dia 16
Embora as aulas presenciais na Rede Municipal de Ensino tenham tido seu reinício agendado, previamente, para o dia 16 de março, não há nenhuma garantia que isto de fato se concretizará. Em princípio, tudo está vinculado à evolução dos casos Covid-19 em nossa região. Persistida a bandeira vermelha nas próximas duas semanas, ou havendo uma evolução para bandeira preta, o que seria pior ainda, as aulas presenciais não deverão ser retomadas na data prevista. Surtos de Covid, como o que estamos vivenciando neste momento, levam de duas a três semanas para ficarem sob controle.
Governador enfrentará novo julgamento de impeachment dia 26
Em meio ao inferno astral que vive, por conta do novo surto de Covid-19 em nosso Estado, governador Carlos Moisés da Silva (PSL) recebeu a informação que seu julgamento, no processo de impeachment que investiga fraude na compra de 200 respiradores por parte do Governo do Estado, ao custo de R$ 33 milhões, será no próximo dia 26 de março. O julgamento será feito por cinco deputados, escolhidos por seus pares, e cinco desembargadores, sob a presidência do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Roesler. Em princípio, por conta do recente acordo que fez com a Assembleia Legislativa, Carlos Moisés não tem com o que se preocupar. Política, como se sabe, no entanto, é como as nuvens. Cada vez que se olha para cima o formato é diferente.