Será retomado nesta quarta-feira, no Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, um processo do interior do Estado do Piauí, que tem semelhança ao famoso caso de Sombrio, onde a oposição pediu a cassação de todos os cinco vereadores eleitos pela coligação liderada pelo MDB. O caso corre desde a posse e os acusados nunca foram afastados de fato. A alegação da oposição é que a chapa tinha “mulheres laranjas” como candidatas – apenas para cumprir exigência legal de número mínimo de mulheres. Antes de qualquer novidade no caso de Sombrio o TSE terá que julgar o processo do interior do Piauí. Tudo indica que os vereadores irão cumprir mandato sem aborrecimentos. Este é mais um caso em que a Justiça deve se pronunciar depois que acabarem os mandatos.
Um a um
No julgamento que será retomado nesta quarta-feira no TSE, e que serve de referência para o caso dos vereadores de Sombrio, foram dados dois votos. No primeiro voto o ministro Jorge Mussi votou pela cassação dos vereadores, mas no segundo o ministro Edson Fachin votou reconhecendo a fraude, mas considerando que os vereadores não devem perder o mandato e que que a pena deve ser aplicada ao partido.
Na defesa
Os mesmos advogados que defendem os vereadores acusados de usarem “mulheres laranjas” para completar lista em Sombrio, são os contratados pelo deputado Júlio Garcia para defende-lo no caso da recém deflagrada Operação Alcatraz. Pierre Vanderlinde, Fabio Geremias e Cláudia Bressan foram contratados também por Romanna Remor, cujo nome figura na Operação Chabu.
Respingos
As investigações sobre supostos vazamentos de informações de sigilo policial empurraram à lista de nomes vigiados pelo noticiário o ex-delegado de polícia em Araranguá, André Luiz Mendes da Silveira. Teriam sido capturadas em telas do seu computador informações que teriam saído do pivô de operação derivada da Lava Jato. André foi inclusive Secretário de Estado da Segurança, nos tempos do então governador Leonel Pavan (2010). Por ora é só vigilância.
Mais um deputado
Marcada para o dia 10 de julho a audiência em que serão ouvidas testemunhas do processo que pode cassar o mandato do deputado estadual Bruno Souza. Eleito pelo PSB ele deixou o partido incorrendo em crime de infidelidade partidária. Se a prática foi caracterizada pelo Tribunal Regional Eleitoral o Sul do Estado ganha mais um deputado. Neste caso entra Cleiton Salvaro, primeiro suplente.
Histórico
Cada cabeça uma sentença e cada caso um caso, mas Criciúma, especialmente, anda animada com a possibilidade da região Sul ganhar mais um deputado estadual. Isso porque o TRE, onde vai ocorrer o julgamento do caso de infidelidade de Bruno Souza há dois registros recentes. Em ambos vereadores de Criciúma perderam o mandato.
Falou demais
O vereador de Criciúma, Júlio Kaminski (PSDB) pode ser usado como exemplo para políticos em geral. Presidente da uma Comissão de Investigação criada para investigar possíveis irregularidades no parcelamento de dívidas da prefeitura com o sistema de previdência dos servidores, ele saiu dando entrevistas e falando demais. Bem antes de concluídos os trabalhos sentenciou. Dizia que a “CI” já tinha subsídios que caracterizassem o fato como de improbidade administrativa e que isso poderia levar à cassação do prefeito. Falou tanto que os colegas estão embretados pois ele decidiu por todos. Enquanto isso o prefeito já fala em pedir a nulidade dos trabalhos por antecipação do resultado.
Cabo eleitoral
Aliados do prefeito Clésio Salvaro, de Criciúma, passaram a acusar o vereador Júlio Kaminski de usar a “CI” da Previdência para tentar fragiliza-lo já que ele é um dos articuladores da candidatura do deptuado Daniel Freitas a deputado federal.
Ressurge
Se de fato os exageros verborrágicos do vereador Júlio Kaminski sepultarem a candidatura do deputado federal Daniel Freitas a prefeito em Criciúma abre-se nova via para que o ex-deputado federal Jorge Boeira (PP) volte para o jogo.
Tem espaço
Embora retraído do cenário político atual o ex-deputado federal Jorge Boeira é um dos novos fortes de todas as pesquisas ou levantamentos feitos em Criciúma, quando o assunto é eleição municipal.
Rachou
Nos bastidores da política de Criciúma é voz corrente que a relação do prefeito Clésio Salvaro com o seu vice-prefeito Ricardo Fabris entrou em rota de colisão. Isso porque um doa aliados de Fabris, Róbson Gotuzzo, teria dito em depoimento fatos comprometedores.
E se foi
Entendimento de aliados de Clésio Salvaro sugere que estes depoimentos poderiam ter sido dados de forma proposital para viabilizar cassação do prefeito e com isso abrindo o caminho para a posse do vice-prefeito.
Parlamento
A Escola Básica Ana Machado Dal Toé, de Morro Grande, vai representar o Sul do Estado na 27ª edição do Parlamento Jovem, um programa da Assembleia Legislativa, cujo sorteio aconteceu na tarde desta terça-feira.
Texto: Joâo Paulo Messer