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Mais de 160 mil passaram a viver na pobreza em SC; total é maior que a população de Lages

Estudo da FGV aponta a intensificação da pobreza no Brasil durante a pandemia; Santa Catarina tem o menor percentual no país.

Cerca de 164 mil moradores de Santa Catarina passaram a viver na pobreza durante a pandemia, segundo o Mapa da Nova Pobreza, divulgado nesta quinta-feira (30) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Isso significa que um contingente humano maior que a população de Lages (que tem cerca de 157 mil habitantes) passou a viver com renda domiciliar per capita até 497 reais – faixa que caracteriza a pobreza.

Para mostrar a intensificação da vulnerabilidade econômica durante os dois anos da pandemia do novo coronavírus, o levantamento da FGV compara as estatísticas econômicas registradas em 2019 com aquelas de 2021.

A população na faixa da pobreza cresceu 2,23 pontos percentuais em Santa Catarina durante o período, passando de 7,9% em 2019 para 10,2%, em 2021. Isso significa que, hoje, um a cada dez moradores de Santa Catarina vive em condição de vulnerabilidade econômica.

Considerando a população total estimada em 2021 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 744 mil moradores de Santa Catarina vivem com renda domiciliar per capita até 497 reais. Eram 580 mil em 2019. O Estado é o 21º entre aqueles que mais registraram aumento na pobreza entre as 27 unidades da federação.

Apenas dois Estados brasileiros registraram queda na pobreza: Tocantins e Piauí, com diminuição de 0,95 e 0,03 pontos percentuais, respectivamente. O maior incremento de pobreza se deu em Pernambuco (8,1%), Rondônia (6,3%) e Espírito Santo (5,9%).

SC tem a cidade com menos pobres no Brasil

De acordo com a FGV, entre as Unidades da Federação no Brasil, Santa Catarina tem a menor taxa de pobreza no ranking e Florianópolis figura com a menor proporção de pobres, com 5,27%. Na outra ponta da tabela estão Maranhão (57,9%) e o Litoral e Baixada Maranhense (72,6%).

Na lista de Estados com menor índice de pobreza, Santa Catarina é seguido por Rio Grande do Sul (13,5%) e Distrito Federal (15,7%). Desde 2012, o Estado com maior proporção de pobres também é o Maranhão.

O entorno metropolitano de Florianópolis é a região de Santa Catarina com a maior taxa de pobreza (15,33%). Depois vêm Litoral Sul e Serra (13,57%), Litoral Norte e Planalto Norte (10,5%) e o Oeste de Santa Catarina (9,31%). O Vale do Itajaí (7,55%) e o Colar metropolitano de Florianópolis (3,80%) figuram entre as regiões com a menor concentração.

‘Portugal’ de novos pobres

O Brasil tem em 2021 o maior contingente de pobres desde 2012, quando a pesquisa começou a ser feita. A situação de pobreza atinge 62,9 milhões de brasileiros em 2021, cerca de 29,6% da população total do país.

“A pobreza nunca esteve tão alta no Brasil quanto em 2021, desde o começo da série histórica em 2012, perfazendo uma década perdida”, pontuam os pesquisadores da FGV.

Em números, o aumento representa 9,6 milhões pessoas a mais que em 2019 na faixa de pobreza, o que é “quase um Portugal de novos pobres surgidos ao longo da pandemia”, segundo a FGV.

“O ano de 2021 é ponto de máxima pobreza dessas séries anuais para uma variedade de coletas amostrais, conceitos de renda, indicadores e linhas de pobreza testados”, pontua a FGV.

Fonte: ND Mais 

Na lista de Estados com menor índice de pobreza, Santa Catarina é seguido por Rio Grande do Sul (13,5%) e Distrito Federal (15,7%). Desde 2012, o Estado com maior proporção de pobres também é o Maranhão.

O entorno metropolitano de Florianópolis é a região de Santa Catarina com a maior taxa de pobreza (15,33%). Depois vêm Litoral Sul e Serra (13,57%), Litoral Norte e Planalto Norte (10,5%) e o Oeste de Santa Catarina (9,31%). O Vale do Itajaí (7,55%) e o Colar metropolitano de Florianópolis (3,80%) figuram entre as regiões com a menor concentração.

‘Portugal’ de novos pobres

O Brasil tem em 2021 o maior contingente de pobres desde 2012, quando a pesquisa começou a ser feita. A situação de pobreza atinge 62,9 milhões de brasileiros em 2021, cerca de 29,6% da população total do país.

“A pobreza nunca esteve tão alta no Brasil quanto em 2021, desde o começo da série histórica em 2012, perfazendo uma década perdida”, pontuam os pesquisadores da FGV.

Em números, o aumento representa 9,6 milhões pessoas a mais que em 2019 na faixa de pobreza, o que é “quase um Portugal de novos pobres surgidos ao longo da pandemia”, segundo a FGV.

“O ano de 2021 é ponto de máxima pobreza dessas séries anuais para uma variedade de coletas amostrais, conceitos de renda, indicadores e linhas de pobreza testados”, pontua a FGV.

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