Nessa jornada maluca e deliciosa, vivemos uma busca incontrolável por respostas, caminhos e escolhas que nos façam sentir realizadas, belas, com filhos educados e lindos. E além de tudo isso sonhamos com uns “Uaaau você é uma super mãe, seu filho é maravilhoso”, no lugar dos terríveis palpites.
No entanto, não existe receita, o que é bom pra mim pode não ser bom pra você e isso acontece da mesma forma com os nossos filhos. Meu assunto da coluna de hoje seria a escolinha, mas resolvi deixar para semana que vem, porque ao começar a debater o porquê tememos a creche, percebi a importância de conversar com todas vocês que estão no mesmo time que eu (as mães) sobre o que eu chamo de A RECEITA, e a imagino materializada como uma sombra que nos persegue (parece sombrio, e é mesmo.)
Ainda no assunto da escolinha estava dizendo porque acho que largamos a famosa frase “não tive escolha”, ao responder curiosos que perguntam porque você fez essa “judiaria” (as pessoas chamam assim o ato de colocar um bebê na creche).
Acho que temos escolha sim, mas por conta de um medo subconsciente de parecer uma mãe horrível por querer ter tempo para cuidar da casa, trabalhar ou voltar a estudar enquanto o filho vai para escola, respondemos “não tive escolhas”.
As pessoas no geral (isso nos inclui também) tem aqueles pensamentos super ultrapassados em seus subconscientes de que quando a mulher torna-se mãe tem que fazer isso, tem que fazer aquilo. Tem que deixar tudo de lado para cuidar do bebê, tem que ficar horrorosa e parecer exausta, tem que reclamar do quão difícil é cuidar de um bebê o dia inteiro em casa, mas não pedir ajuda. Gente, foca em mim agora: A gente não TEM que nada, ok?! A gente tem que fazer o que acharmos melhor, e ponto.

A maternidade é sim complicada e exaustiva mas eu particularmente acho que ela é muito mais gostosa do que cansativa. E eu não acho justo, termos que fazer o que os outros acham que nós temos que fazer. Eu fiz a criança então na boa, não se mete! Sempre que me pego me preocupando com o que os outros vão pensar lembro que tudo o que eu fizer com/para o meu filho a consequência vai ser nossa tanto no lado positivo quanto no negativo. Então, libertem-se!
Se você quiser fazer parto normal, FAÇA! Procure o profissional que vai te apoiar e siga em frente, mas se quiser fazer cesárea, FAÇA! Escolha a mãe que você quer ser (a natureba, a neurótica, a desencanada, a exigente) e seja! Escolha se você vai se afastar do mundo para maternar, ou se vai virar blogueirinha. Se vai receber visitas ou não, se vai se manter produzida ou se vai andar com as camisolas manchadas de leite. Escolha e seja! Pra mim maternidade leve é isso, é carregar o crachá de MÃE tendo a certeza de que o mais importante é você e seu filhos serem felizes!

Pense nisso e liberte-se, vais ver como tudo será ainda mais delicioso. ♥
Por Sofia Dessuy