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Maternidade: Por que nos frustramos tanto?

Ah, hoje vou desabafar com vocês tá bem? Aliás, precisamos muito desabafar umas com as outras. Estava pensando no porque me sinto frustrada em relação a tantas coisas que permeiam a maternidade. Ou pelo menos na minha história. Pensando o quanto eu adoraria ver histórias como as que eu gostaria que fossem as minhas e não me sentir mal.

Costumo dizer que estamos na era da maternidade real, mas afinal até que ponto tudo isso é real? Até que ponto devemos expor nossa realidade? Como já disse por aqui sou da opinião de que devemos sim passar a verdade, mas não dramatizar tanto, porque as vezes isso pode chocar pessoas que ainda não tem filhos, ou que ainda não passaram pela fase que nós estamos. No entanto, as vezes acho que por mais reais que nós sejamos, ainda não conseguimos confortar as outras mães. Porque é difícil mesmo. Sabe quando estamos tristes com algo e nada que alguém fale vai nos consolar? Uma pena né?! Mas determinadas situações são assim mesmo.

Quem é leitor fiel daqui, sabe que eu geralmente conforto todos que posso, mostrando que o problema está ali mas que os problemas existem, então largo aquela frase que já tá virando bordão dessas colunas “tá tudo bem!”. E tá tudo bem mesmo, porque a vida é assim, a maternidade é assim. Mas não podemos negar que a gente se frustra e algumas coisas ficam guardadinhas ali. Quer que eu te diga como se livrar delas né? Amiga eu não sei, mas se tu souber me conta tá?

O que eu sei é como evitar que as frustrações existam. Isso não quer dizer que eu pratico tá manas? Todo mundo sabe como não se frustrar. É só não criar expectativas! Parece simples né? Adoraria que fosse! Eu sou MUITO cheia das expectativas. Planejo tudo e como sou do rolê do positivismo e da lei da atração sempre tenho muita certeza que vai dar certo. Mas infelizmente nem sempre é assim.

Quando a minha médica disse que em uma hora entraríamos na sala de cirurgia pra fazer a cesariana do Pedro, caramba! Eu levei um soco na boca do estômago. Eu chorei os 60 minutos pré-cirurgia. Eu fiquei muito frustrada. Mas foi, o Pedro nasceu e descobrimos que a coisa não estava tão feia, talvez eu não precisasse ter feito aquela cesárea. Mas foi. O Pedro nasceu, ganhou apgar 10 e todo mundo vem com aquela “o importante é que nasceu saudável” tá esse é o mais importante, mas deixa eu sentir minha frustração ok? Como Deus/Universo seja lá em que vocês acreditam é perfeito, eu recebi uma benção em cima desta. Amamentei.

A amamentação do Pedro era algo que eu queria muito e eu consegui. E sou muito grata. Acho que talvez a jogada é essa. A história é muito diferente para cada mulher. Umas engravidam sem querer, outras querem tanto e não podem.

As que querem parto vão pra cesárea, as que queriam uma cesárea tem que fazer parto. Algumas deixam de amamentar por vontade, outras não conseguem. Talvez se pensarmos bem cada um recebe um pouquinho e perde um pouquinho. Pra isso deve existir algum motivo. Eu recebi bênçãos que algumas mulheres adorariam ter recebido e talvez são essas as que tiveram as coisas que eu queria.

No fim acho que a saída é focarmos no que deu certo e torcermos pra realizarmos os desejos no próximo filho (risos). Nós damos nossos melhores e no fim, o mais importante é ter aquela coisinha nos nossos braços. Sejam eles planejadas ou não, paridos ou adotados, de parto normal ou cesárea, amamentados ou suplementados, educados ou birrentos. O importante é que eles estão aqui: são nossos filhos. E que a gente cumpra nossa missão da melhor forma que pudermos.

Quanto a dorzinha que fica? Acontece amiga, se te consola, todas nós temos alguma. Quando doer chora e quando lembrar que no fim deu certo, agradece!

Com muito carinho, compartilho mais este tópico contigo! Espero que tenha gostado.

Por Sofia Dessuy

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