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Palavrões: tenho um papagaio em casa, e agora?

Eu jamais imaginei que com menos de 2 anos de idade o Pedro já seria um tagarela! Mas ele é; não fecha a matraca, comenta e narra tudo o que vê e faz, é de chorar de rir mas também um pouco preocupante. Com mais ou menos 10 meses ele começou a resmungar algumas sílabas, a primeira palavra dita foi “bobó” para a minha decepção. Logo vieram os clássicos “mamam” “papa” “aua” (agúa) e nos últimos 3 meses ele tornou-se fluente, fala tudo! Com aquela fofura de língua enrolada.

No entanto tenho me preocupado com diversas coisas que envolvem esta fase. Agora posso ter uma noção maior de como ele entende as coisas, agora ele começa a gravar frases que podem ficar marcadas pra sempre. Pode parecer bobiça mas diversos estudos mostram que os pais podem criar bloqueios e crenças limitantes seríssimas com frases que as vezes parecem bobas para nós, mas não para a mente das crianças. Portando ando pensando bem antes de falar qualquer coisa para ele e/ou (principalmente) perto dele!

As coisas que eles escutam/observam/reproduzem desde esta idade contribuem para a formação de não apenas seu vocabulário, mas também suas opiniões, noções de certo e errado. Não tem segredo, é exemplo. Se em casa falamos gritando, a criança falará da mesma forma, portanto, se em casa formos “boca suja” adivinhe só como a criança será. 

Mas Sofia, o Pedro já fala palavrão? Eu não diria que ele fala, pois não sabe o que significa, tampouco em que situação usar. Ele simplesmente reproduz hora ou outra. Estes dias estávamos brincando e DO NADA ele larga um “puta meuda”. Levei um choque, não sabia se ria ou dava esporro. No entanto me lembrei que a forma como reagimos as coisas que os bebês fazem resultam no que a criança fará depois; calma eu explico. Bebês gostam de chamar atenção, portanto se eu caísse na gargalhada ele cairia também e entenderia que aquela é uma palavra engraçada a qual faz todos pararem o que estão fazendo para prestar atenção nele. Se eu o reprimisse, estaria dando muita atenção também, crianças em fase de terrible two tem a necessidade de nos testar, isso é comprovado cientificamente. Involuntariamente eles tem o desejo de saber qual nosso limite, como reagimos a cada coisa; então se eu o fizesse, ele repetiria cada vez mais, e eu acabaria brigando mais do que o necessário.

Mas o que fazer então? Eu procuro manter a calma e a seriedade. Explico que não acho graça no que ele está dizendo (já que ele sabe que não deve falar aquilo e já fala com ar de deboche), que esta é uma palavra cujo apenas adultos podem pronunciar, pois sabem o real significado e em que situações usá-las. Que se usada de forma errada, esta palavra pode magoar pessoas, ou até dar uma impressão errônea de quem ele é, demonstrando arrogância e falta de respeito. Podem rir, achar bobiça dialogar desta forma com uma criança de 2 anos. Mas não é, leiam a coluna em que falo como subestimamos as crianças. Eles entendem muito bem as coisas, as vezes não de primeira, as vezes demoram um pouco a mudar de atitude, mas aos poucos eles compreendem. Se você corrigir a criança sem reprimi-la, as chances de ela aprender aquilo são bem maiores, fora que livra de qualquer possível trauma.

Tenho uma visão interessante dos palavrões, vou ser sincera: os uso diariamente. Não acho que uma pessoa torna-se negativa ou desrespeitosa ao usá-los desde que da forma correta (e claro a partir de uma determinada idade). Certa vez escutei uma amiga da minha mãe explicando como controlava os palavrões em seus filhos adolescentes. Ela os permitia usá-los, com moderação, em determinadas situações, mas JAMAIS direcionados a alguém. Achei incrível, a opção perfeita. Para mim os palavrões podem ter muitas funções; quando pronunciados após uma situação ruim, eles tem o poder de aliviar o estresse e a dor (isso é comprovado cientificamente), podem intensificar algo como nenhuma outra palavra tanto de forma negativa quanto positiva! Nada como ouvir um “você é f**da!”.

Então o que concluí é que quando o Pedro já tiver uma determinada idade, naturalmente vai começar a falar com amigos e em demais situações, aí então, quando eu achar que já for aceitável irei orientá-lo da melhor forma possível para que seja um cara extremamente educado, mas sem ser limitado. Aquele lance montessoriano de dar a liberdade dentro de determinados limites, sabe?

Com muito carinho, compartilho mais este tópico contigo! Espero que tenha gostado. 

Por Sofia Dessuy

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