A demissão – via memorando, como bem escreveu a colega Karina Manarin em seu blog – do presidente do PP que ocupava cargo na prefeitura de Forquilhinha deve ser o primeiro tiro na guerra que o Partido Progressista de Forquilhinha deve travar. Ontem foi anunciada a saída de José Carlos Junckes, do governo. Oficialmente as razões são questões pessoais do prefeito não só com ele, Zé Ricardo, mas também com o ex-prefeito Lei Alexandre. Mais demissões devem acontecer. O mais forte, entretanto, deve ser a mudança de partido “da turma do Lei” ou da “turma do Dimas”. O mais provável é que Lei permaneça.
Evidências sugerem que o início do fim da relação de Lei Alexandre com Dimas Kammer, em Forquilhinha, era tudo o que o ex-prefeito precisava para começar a sua pré-campanha à prefeitura no ano que vem.
Em Criciúma
O vereador Edson Luiz do Nascimento, Paiol, recém chegado à Câmara de Vereadores de Criciúma já deu demonstração de como o seu partido deve atuar na relação com o atual prefeito Clésio Salvaro, que deve ser o adversário da eleição do ano que vem. A mira está focada na Saúde e deve vir chumbo grosso. O PP em Criciúma deve ter como candidato a prefeito o ex-deputado federal Jorge Boeira, que segundo o presidente do partido, Itamar da Silva, deve começar a aparecer mais em Criciúma nos próximos meses.
Simulação
Se for para “desenhar” um cenário para as eleições de 2020, com base nos movimentos partidários hoje, indicam a formação de uma aliança PP e MDB de novo. Cenário imaginado hoje: Clésio Salvaro e Ricardo Guidi versus Jorge Boeira e Júlio Kaminski, que para isso precisa migrar para o MDB.
Furo no casco do caixa
O aumento do custo da folha de pagamento da área militar no Governo do Estado deve ser responsabilizado em breve pelo risco de atraso nos salários ou falta de recursos para provisionar o 13º salário, cuja 1/12 avos não foi separado por falta de dinheiro, segundo disse o próprio governador. Ocorre que a folha da PM sempre foi a parcela mais expressiva. Tem-se preliminarmente que o que era 18 por cento do total da folha deve subir para 22 por cento. E o impacto é consequência das nomeações de oficiais militares, que estão entre os maiores salários do Estado. Assim como o presidente Jair Bolsonaro enfrenta sua maior crise “em casa” – com os filhos – o governador Comandante Moisés pode ter mais problemas na sua corporação do que fora dela.
No partido
O aumento do percentual da fatia dos vencimentos destinados aos militares no bolo da folha de pagamento do Estado já incomoda setores do PSL, que começam a ser cobrados por isso. Já para a oposição os números da folha se transformam em arma política, e principalmente em “mina” plantada inclusive dentro da corporação. Quer dizer, os não escolhidos começam a denunciar, à boca pequena, privilégios dos chefes.
O poder
No ambiente de política as informações são de que nem o governador estaria sabendo das nomeações que foram alvo de uma recente lista distribuída nas redes sociais. O alvo das críticas é o Secretário de Administração e tenente-coronel Jorge Eduardo Tasca, que estaria com mais poder que o próprio governador em casos de nomeações.
Cara crachá
O impacto da parcela dos militares na folha de pagamento do Estado é questionado faz tempo. E não é só olhando para os cargos “de cima”, ou seja, que subiram agora com um governador oficial militar, mas também na imagem inversa. Existe uma grande parcela de PMs que fazem o papel de “porteiro” em órgãos como TJ, MP, TCE entre outros.
Custa dobrado
Fora de suas funções os PMs guardas de crachás custam duas vezes, pois o órgão tem orçamento próprio que não é usado para contratar guardas terceirizados, por exemplo, pois recebem os cedidos, que por sua vez não estão nas ruas dando segurança. Isso também ocorre com os oficiais que deixam as corporações para ocupar cargos no governo.
Estado proprietário
Ontem o Secretária de Estado da Administração, Jorge Eduardo Tasca, anunciou a realização de levantamento sobre a quantidade e qualidade dos bens imóveis que o Estado possui. Hoje não há controle, nem inventário apurado. Os que não sevem para ocupação serão vendidos. Este relatório deve ficar pronto em seis meses, com georreferenciamento de cada imóvel.
R$ 17 mil é pouco
O empresário de Tubarão, Rodinei Goulart de Souza está levando “chumbo” nas redes sociais por reagir a cobranças feitas pelo whatsapp sobre o salário de R$ 17 mil. Na tentativa de dar uma resposta e “apagar” a fogueira, jogou “gasolina” nela. Justificou o salário detalhando despesas e lembrando que como empresário poderia até ganhar mais. O deputado Felipe Estevão (PSL) não deve se manifestar.
Nova velha política
Críticas, vigilância e cobranças como as feitas aos políticos e assessores do PSL, eleitos especialmente em Santa Catarina com o slogan de “a nova política”, não deve ser fato pontual. Já foi assim, quando o governador foi acusado de “empilhar” amigos dos amigos em cargos bem remunerados, e será assim em todos os movimentos. Nem os eleitos podem reclamar, nem tão pouco os eleitores, pois beira o ingênuo pensar diferente.
Texto: João Paulo Messer