A possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros em Santa Catarina segue indefinida e deve ter um desfecho nesta quinta-feira (19). A categoria aguarda a publicação de um decreto federal para decidir se haverá ou não mobilização.
O movimento tem como principais pautas o valor do frete, o alto custo do diesel, condições de trabalho e regras do transporte rodoviário. A mobilização começou de forma regional, mas pode ganhar força em outros estados.
O aumento do combustível é o principal fator de insatisfação. Desde o fim de fevereiro, o diesel acumula alta de 18,86%, impactando diretamente os custos do setor.
Como isso pode afetar o Sul de Santa Catarina
Mesmo sem paralisação confirmada, já há sinais de preocupação no Extremo Sul catarinense. Em cidades como Araranguá, alguns postos registram redução no estoque de combustíveis.
Caso a greve se concretize, a BR-101, principal corredor logístico da região, pode ser diretamente afetada, comprometendo o transporte de mercadorias e o abastecimento local.
Até o momento, no entanto, o fluxo nas rodovias segue normal. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, não há registros de bloqueios, inclusive no trecho sul do estado.
Alta do diesel está no centro da mobilização
O preço do diesel é o principal motivo de insatisfação da categoria. Em poucos dias, o valor médio passou de R$ 6,10 para R$ 6,58, refletindo diretamente no custo do frete.
A categoria cobra medidas que garantam o cumprimento do piso nacional do frete e amenizem os impactos das constantes altas no combustível.
Rodovias podem ser impactadas
Se confirmada, a paralisação pode atingir importantes rodovias de Santa Catarina, como a BR-101, BR-470, BR-282 e BR-116.
Entidades do setor alertam que uma eventual greve pode afetar o abastecimento, a produção e o custo de vida da população.
Relembre os impactos de greves anteriores
A última grande paralisação nacional da categoria, em 2018, durou cerca de 10 dias e provocou desabastecimento de combustíveis, falta de alimentos e paralisação de diversos serviços.
O cenário gera preocupação de que, caso um novo movimento ganhe força, os efeitos possam voltar a ser sentidos em todo o país.