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Startup catarinense desenvolve tecnologia com potencial de incrementar significativamente geração de biogás

Na unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Concórdia, os efluentes da suinocultura passam por um biorreator, que transforma os rejeitos em biogás. Após ser purificado, o combustível (biometano) abastece um veículo convertido em Gás Natural Veicular (GNV). O próximo passo da Kemia Tratamento de Efluentes, parceira da Embrapa no projeto, é levar essa nova tecnologia de geração de biogás às indústrias. 

A Kemia, que quer dizer Química em Esperanto, é um startup de Chapecó especializada em tratamento de efluentes. Na semana passada, venceu o Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer, organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc), na categoria Inovação de Impacto Socioambiental.

Caso não sejam tratados, os despejos líquidos provenientes de atividades humanas e industriais podem poluir o meio ambiente. No entanto, efluentes e lodos ricos em matéria orgânica biodegradável podem ser utilizados para gerar biogás, uma fonte renovável de energia, em substituição aos combustíveis fósseis. A Kemia e a Embrapa estão desenvolvendo uma tecnologia para otimizar a recuperação de biogás destes resíduos. 

De acordo com Rafael Celuppi, diretor da Kemia, os biodigestores convencionais trabalham com baixas concentrações de sólidos totais (cerca de 3%). A ideia da tecnologia é trabalhar com um processo que suporte a concentração de sólidos até quatro vezes maior.  O que se busca  é otimização do processo aumentando o rendimento e a produtividade de biogás.

O protótipo está em validação e operação na unidade da Embrapa Suínos e Aves em Concórdia. O próximo passo é levar a tecnologia para a indústria para contribuir com soluções para problemas ambientais dos sistemas produtivos. 

A Kemia já está em tratativas com a Ecofrigo, frigorífico do Grupo Bugio. O projeto usará a gordura dos suínos que sobram no frigorífico para geração do biogás. “Se pegar a tecnologia convencional e colocar esse produto não vai funcionar. A ideia é que essa nova tecnologia possa gerar biogás para substituir o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). Atualmente a empresa gasta cerca de R$ 80 mil por mês em GLP. 

Segundo Ricardo Leidens, diretor da Kemia, o resíduo vai agregar valor à indústria. “Pegar um rejeito, que iria para uma fábrica de ração ou aterro, e gerar biogás de forma sustentável, sem o uso de aditivos químicos, é uma grande  economia no processo produtivo. A cadeia tem uma forte demanda pelo uso do biogás”, avalia. 

A importância da Fapesc

Por meio do programa de Cooperação Santa Catarina & Berlim, lançado pela Fapesc, a Kemia, uma das cinco selecionadas no projeto, foi para Berlim em 2019. “Observamos que os alemães usavam todo o lodo que sobrava da estação de tratamento. Então pensamos: ‘Por que não podemos usar o resíduo da indústria para gerar gás no Brasil?’ A Embrapa já tem conhecimento sobre reatores, mas na visita, para nós, deu um estalo. Era algo longe, que não parecia viável”, conta Celuppi. 

A ideia ganhou corpo no ano passado, quando se transformou no projeto “Tecnologia verde para destinar corretamente e agregar valor econômico a resíduos do agronegócio através do aproveitamento energético”, contemplado no Tecnova II SC –  programa que é voltado para  o desenvolvimento de novos produtos. Ao todo, mais de R$ 7,5 milhões foram destinados para contemplar 28 empresas em todo o Estado financiadas pela Fapesc e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). 

Celuppi diz que o Tecnova abriu um novo horizonte para a empresa. “A gente trabalha com efluentes, é o nosso dia a dia. A parte do gás é nova dentro da empresa, um braço que o Tecnova vai ajudar muito a gente a desenvolver. Vai alavancar essa área”, afirma. “O grande ponto do Tecnova é que vai gerar um case, algo prático. Vamos aplicar na indústria. Depois, poderá ser replicada em muitas. Venceremos essa barreira tendo um processo em operação em escala plena na indústria”.

Para o presidente da Fapesc, Fábio Zabot Holthausen, o desenvolvimento do Estado de Santa Catarina passa pelo apoio às ações de pesquisa, formação e inovação, razão pela qual a Fapesc está vinculada e trabalha junto com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável. “A Fapesc busca a implementação de ações e a aplicação de recursos para a geração de inovação e a criação de novos negócios. A Kemia é um exemplo exitoso deste esforço. Desejamos sucesso aos empreendedores na implementação da inovação e continuaremos a lançar oportunidades para as diversas regiões de Santa Catarina.”

Fonte: Assessoria de Comunicação - Fapesc

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