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Trabalho escolar surpreende ao mostrar alto índice de depressão e ansiedade

Projeto de estudantes da Escola Apolônio concorre ao título de melhor da Região Sul pelo IFC

Gisele de Melo Miguel da Silva é professora de matemática na escola Apolônio Ireno Cardoso de Balneário Arroio do Silva. Há um tempo, ela teve a ideia de realizar um trabalho com os alunos dos terceiros anos da escola, com objetivo de trabalhar estatística. Os estudantes foram divididos em duplas ou trios e deveriam apresentar um trabalho com tema livre. Para a surpresa da docente, uma das turmas, a 301, trouxe temas complexos e interessantes a serem tratados: intolerância religiosa, Bullying, ansiedade, baixa autoestima e depressão.

“Eles apresentaram os trabalhos em slides para mim e para a turma. A pesquisa foi aplicada na escola, com os nossos alunos. Para a nossa surpresa, o índice de ansiedade e depressão foi muito alto. Alunos de todas as turmas de ensino médio e alguns do fundamental participaram da pesquisa”, esclareceu.

A partir daí, surgiu a ideia de divulgar o trabalho para outras turmas e professores para, quem sabe, abrir as portas para a prevenção aos problemas. “Os alunos começaram a ter ideias muito criativas. Eu pensei: sou boa em estatísticas, mas não entendo nada de artes. Foi então que eu chamei a professora Scheila”, relembrou Gisele. “Eu fiquei extremamente feliz com o convite. A educação do futuro é interdisciplinar. Então, começamos a pensar em usar a arte e analisamos diversas possibilidades. Concordamos que teria que ser algo impactante e surgiu a fotografia”, completou Scheila Silva da Rocha, professora de artes.

A professora de artes conta não foi difícil trabalhar a fotografia com a turma. Para que o resultado fosse mais realista, a professora resolveu colocar o expressionismo em prática. Cada um dos problemas levantados foi retratado em fotos. “Pelo poder de impactar e impressionar da fotografia, nada melhor que usá-la ao nosso favor”, pontuou. A psicologia das cores também fez parte do trabalho das equipes. “Cada cor representa um aspecto da nossa personalidade, do momento em que vivemos e de cada transtorno”, esclareceu Sheila.

Um trabalho bem elaborado, precisava de uma exposição a altura. Foi assim que surgiu o Túnel. Foram nove metros de uma estrutura em formato de túnel na qual estavam expostas as fotografias e cartazes que explicavam um pouco de cada tema. Tudo feito pelos estudantes. “Iniciava com a intolerância religiosa, em seguida vinham a baixa autoestima e o Bullying, que são alguns problemas que levam a ansiedade e depressão. Depois vinha a ansiedade. O túnel terminava na depressão, simbolizando que se você não trata no início, você acaba sendo atingido por esse mal. Todos os transtornos levam a depressão”, detalhou Gisele.

Por fim, mas não menos importante, chegava a parte da luz no fim túnel. Esta representava que com informações e tratamentos tudo pode ficar bem. “Foi um trabalho metódico e complexo. Foi algo forte e que mostrava que a depressão pode atingir qualquer pessoa, independente de sexo, classe social ou qualquer outro fator. Na última parte, eles mostraram o que poderia ajudar a resolver esses problemas: exercícios físicos, convívio com pessoas que te fazem bem, amigos, música, animais de estimação. Isso acaba ajudando”, disse Scheila, que ressaltou que o maior objetivo do trabalho era ajudar os alunos da escola Apolônio.

Um dos melhores da regional

Com o projeto pronto e um resultado mais do que satisfatório, a professora de matemática decidiu inscrevê-lo na Feira de Matemática do Instituto Federal Catarinense (IFC). Nesta competição, 180 projetos escolares foram inscritos, mas apenas 29 foram selecionados, entre eles o da turma da escola Apolônio. “No dia 21 de agosto, nós fomos apresentar o nosso projeto no Instituto Federal, com uma maquete do túnel e cartazes. Para a nossa surpresa, nós fomos classificados entre os cinco melhores da Regional Sul. Então, durante os dias 23, 24 e 25 de outubro o projeto será apresentado em Campos Novos. “Lá, quem sabe, seremos os melhores da regional”, contou a professora Gisele.

Para conseguir ir até Campos Novos, as orientadores e os dois alunos – escolhidos democraticamente pela turma para representa-los e apresentar o projeto – buscam por recursos. “Conseguimos com o instituto hospedagem e alimentação, mas ainda precisamos de transporte, que é um pouco caro. A nossa diretora está tentando pedir pro Estado. Mas, caso ela não consiga, faremos uma rifa ou algo do tipo. Precisamos participar”, finalizou Gisele.

  

Texto: Clara Floriano

Fotos: Arquivo Pessoal

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