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Política

Carlos Moisés errou feio ao não aceitar Antídio

Semana está se encerrando com um erro crasso do governador Carlos Moisés da Silva (Rep): não aceitar o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB), como seu candidato a vice. Na última segunda-feira, 27, pela manhã, o governador se reuniu com Antídio e manifestou o desejo de que o MDB fosse ouvido sobre a indicação de seu vice. Como bom entendedor, Antídio sentiu na hora que o governador não o queria como companheiro de chapa, e, no mesmo dia, a tarde, se lançou novamente como pré-candidato ao governo, solicitando convenção estadual para deliberar sobre o assunto.

Carlos Moisés acabou querendo apagar fogo com gasolina. Apenas dois resultados podem ser esperados da convenção a ser realizada: a vitória de Antídio ou sua derrota. Em caso de vitória, Carlos Moisés ficará sem o MDB em sua chapa. Muitos prefeitos, vices e vereadores do partido o acompanharão em seu projeto de reeleição, assim como alguns deputados estaduais que trabalharão nas sombras por seu nome. O partido, no entanto, estará com Antídio, o que descapitalizaria francamente o projeto de Carlos Moisés. O outro resultado é a derrota de Antídio. Neste caso, o governador conseguirá ter a legenda e absoluta maioria dos emedebistas a seu lado, mas não terá aqueles que são simpáticos a Antídio, e, principalmente, não terá o grande empresariado catarinense, que está apostando suas fichas em Lunelli. Estes, por sua vez, migrarão para outras candidaturas, e, especialmente para a candidatura de Gean Loureiro (União), que irá disputar o governo com as bençãos de Jorge Bornhausen, figura igualmente ligada aos empresários de porte de Santa Catarina.

O que o governador parece não ter entendido ainda é que uma chapa majoritária serve justamente para juntar os desiguais. Quanto maior a diversidade em uma majoritária, maior é a possibilidade de ampliação da base eleitoral. Não à toa, por exemplo o ex-presidente Lula da Silva (PT) foi buscar Geraldo Alckmin (PSB) para ser seu candidato a vice, justamente porque se tratam de dois perfis políticos distintos. Isto confere amplitude ao projeto.

De forma quase ingênua, Carlos Moisés quer apostar na tranquilidade. Sabe que Antídio tem temperamento forte, e, em uma eventual reeleição, não quer se incomodar com o vice. O único problema desta equação é que política e tranquilidade não estão dentro do mesmo paradigma. Na verdade, são duas situações opostas.

Esta falta de jogo de cintura quase levou nosso governador a ser cassado duas vezes no início do mandato. Ao não ceder os anéis para os partidos adversários, em troca de apoio no legislativo, acabou colocando os dedos na guilhotina. Só não os perdeu porque reviu conceitos. A experiência, no entanto, parece não ter sido assimilada, e agora ele compromete a própria reeleição por conta de um vice.

Antídio reafirma candidata ao governo e diz que vice não interessa mais

Presidente interino do MDB catarinense, ex-deputado federal Edinho Bez, manteve encontro, ontem, em Jaraguá do Sul, com o ex-prefeito do município, Antídio Lunelli (MDB), que voltou a se lançar como pré-candidato do partido ao Governo do Estado nesta semana. Edinho ouviu textualmente de Antídio que sua pré-candidatura será mantida, e levada para a convenção estadual do partido, marcada para o próximo dia 23. Questionado sobre a possibilidade de voltar a tentar uma composição com o governador Carlos Moisés da Silva (Rep), concorrendo como vice deste, Antídio tangenciou. Ressaltou que este cenário já foi construído, mas que o próprio Carlos Moisés refutou esta possibilidade. Disse também que nunca foi seu desejo concorrer como vice, e que somente chegou a aceitar esta condição em nome da unidade partidária do MDB. Por fim, enfatizou que trabalhará nas próximas três semanas junto às bases do MDB para emplacar seu projeto. “As bases querem candidatura própria do MDB ao Governo do Estado. Vamos dar oportunidade às bases de definir o futuro do partido”, comentou Antídio.

Secretário Geral do Progressistas diz que aliança com PL é prioridade

Secretário Geral do Progressistas de Santa Catarina, Aldo Rosa, diz que as chances de seu partido apoiar o projeto de reeleição do governador Carlos Moisés da Silva (Rep) é zero. Dentre as outras possibilidades da legenda, Aldo ressalta que uma aliança com o PL, do Jorginho Mello, é a mais provável. Conforme o Secretário Geral, o senador Esperidião Amin colocará seu nome à disposição para disputar o governo catarinense, “independentemente de quaisquer outros interesses que possam existir”. Em relação a decisão do prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli (PP), de declarar apoio à reeleição de Carlos Moisés, aceitando, até mesmo, ser um dos coordenadores de sua campanha, Aldo Rosa ressalta que “se trata de uma decisão pessoal e isolada, e que não corresponde ao verdadeiro desejo das bases do partido”. Conforme ele, a intenção é a de se construir no Estado uma aliança entre Progressistas, PL e PTB, partidos que são francamente alinhados com o projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não há outro caminho. Vamos alinhar o projeto estadual ao federal”, ressalta.

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