• Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
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Saúde e estética

Doença de alzheimer modifica cotidiano de famílias

A Doença de Alzheimer (DA) é responsável por cerca de 4 milhões de casos e atinge 50% da população com acima de 85 anos. São 7,7 casos para cada 1000 habitantes por ano. Famosos como o ex-pugilista Maguila e o ex-presidente norte-americano Ronald Reagan sofrem ou sofreram da enfermidade.

Os primeiros sintomas da DA são sutis e a progressão da doença é insidiosa. “Tudo começa com perda de memória recente. Muitos pacientes passam a esquecer palavras e nomes, e precisam confiar em listas, calendários e familiares para se lembrar das coisas. Um fato comum é a desorganização de agendas, contas e medicamentos. Parentes próximos observam maior repetitividade: fazem a mesma pergunta ou reproduzem uma conversa semelhante minutos após ela ter acabado”, considera o médico neurologista Celso Gobbato.

O diagnóstico é facilitado quando o paciente apresenta evidência na perda de memória e alteração de comportamento. Mas para uma análise precisa deve se submeter a uma sequência de exames. “O exame neurológico é insuficiente. Torna-se essencial um exame bem feito de memória, orientação, linguagem e outras funções mentais”, afirma Gobbato.

A família de Jaqueline Fernandes enfrenta o Mal de Alzheimer há dez anos. O desespero pela descoberta da anomalia no pai e ex-jogador de futebol Carlos Alberto dos Santos foi grande no início. “Pensamos que o pai iria esquecer a família. Ele era um homem muito ativo. Mas nos unimos, evoluirmos e a terapia do amor foi a principal virtude para amenizar os problemas”, rememora Jaqueline.

Em avaliação anatomopatológica, o cérebro de pacientes com DA encontra-se atrofiado difusamente, de modo mais acentuado nas regiões temporais, frontais e parietais. Ao exame microscópico, observa-se a perda de neurônios e degeneração sináptica cortical. Além disso, podem ser encontrados dois tipos de lesões características da DA: as placas senis (extracelulares) e os “novelos” neurofibrilares (intracelulares). Essas alterações histológicas parecem estar relacionadas com o declínio cognitivo observado na DA e com os demais sintomas que surgem no curso clínico da doença.

A Doença de Alzheimer, a exemplo das outras formas de doença degenerativa progressiva, pode ser dividida em fases ou estágios conforme evolui. Aproximadamente 70% dos pacientes com DA encontram-se nas fases moderada e moderadamente grave.

Com a progressão da doença, os processos de aprendizagem ficam comprometidos, com diminuição na aquisição e resgate de novas informações. “Ademais os pacientes deixam de perceber sua deterioração que compromete os hábitos de higiene, de se vestir, de tempo e de espaço, do ciclo vigília sono, do reconhecimento de seus familiares e alterações de comportamento”, enumera o médico.

Na família de Jaqueline, o Mal de Alzhheimer que acometeu o pai modificou a vida de todos. Devido ao estágio da doença, o pai Carlos Alberto não reconhece as pessoas e tampouco consegue andar. “Passamos a ter um filho de quatro anos de idade. Sabemos que a solidão e o abandono só pioram ainda mais o seu estágio. Por isso, cuidamos de sua saúde com paciência e fizemos suas vontades. Ele gosta de bolo, de brincar e ainda damos boas risadas pela falta de memória dele”, pondera Jaqueline.

O médico e sua equipe multiprofissional, em conjunto com os cuidadores/familiares, devem promover o bem-estar emocional e social do paciente, reconhecendo sua individualidade, mostrando respeito e desenvolvendo sua confiança. Assim como fez a família de Jaqueline, o neurologista Gobbato ressalta outras características de tratamento. “Os cuidadores devem criar uma rotina diária para o paciente com programação para refeições, cochilos, higiene pessoal, atividade física e interação social. O portador do Mal de Alzheimer necessita executar tarefas simples, tais como dobrar roupas, arrumar pratos, tentando evitar atividades mais complexas, que podem deixá-lo agitado”, recomenda.

Programas educacionais e treinamento melhoram os níveis de estresse, distúrbios de comportamento do paciente e reação do cuidador dos mesmos. Educação e suporte retardam a institucionalização, principalmente com programas educacionais, sociais, suporte psicológico, auxílio aos serviços de saúde, encaminhamentos.

Quadro Cuidados

O ambiente deve ser seguro,

Com iluminação adequada

Barras de apoio (corrimão)

Tapetes com fixação antiderrapante

Ausência de obstáculos no sentido de evitar quedas.

Fonte: Top Saúde

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