Mesmo com a mobilização de biólogos e veterinários, a cachalote-anão que apareceu encalhada na tarde de terça-feira (24), no Morro dos Conventos, não resistiu e morreu horas depois, já durante a noite.
Equipes tentaram devolver o animal ao mar, mas ele voltou a encalhar e acabou morrendo. A necrópsia indicou sinais de afogamento.
O atendimento foi conduzido pelo projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas, da Educamar, com apoio de profissionais da Unesc, Udesc e UFRGS. Segundo a médica-veterinária Joana Zomer, tratava-se de um macho de aproximadamente 2,4 metros, com condição corporal considerada razoável, mas já apresentando indícios de afogamento.
Outras análises ainda devem ser feitas para entender o que provocou o encalhe. A coordenadora da Educamar, Suelen Santos, ressaltou que, mesmo sem o resultado esperado, cada caso contribui para aprimorar futuras ações.
Este é o segundo registro envolvendo a espécie no Sul catarinense em março. No dia 8, outro animal foi encontrado em Balneário Bellas Torres, em Passo de Torres, mas também não sobreviveu. Na ocasião, apresentava desnutrição, ferimentos, presença de parasitas e sinais inflamatórios.
A cachalote-anão é um animal de hábitos oceânicos, vivendo em águas profundas e raramente vista perto da costa. Pode chegar a cerca de 2,7 metros e pesar até 250 quilos. Assim como a cachalote-pigmeu, alimenta-se de lulas, peixes e crustáceos, está ameaçada de extinção e pode liberar uma substância escura como forma de defesa.