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Debutantes 2023

Uaaau, que mulher é esta?

A homenageada de hoje é a juíza de Direito, Débora Driwin Rieger Zanini

Criciúma

Débora Driwin Rieger Zanini completa este ano, 23 anos de graduação em Direito e 20 anos de magistratura e ela contou para nós do canal Uaaau a sua linda história, que mistura respeito, maternidade e o destino das pessoas.

A juíza nos falou se teve dificuldades para seguir a profissão que atua, apenas por ser mulher, ''Embora na época de minha formação em direito e logo após, quando aprovada no concurso da magistratura, o mundo da Justiça era formado na sua maioria por homens, mas sempre fui respeitada e valorizada. Felizmente, nunca fui alvo de discriminação. Costumo dizer que tenho muita sorte'', revela Débora.

Atualmente, sua filha tem 19 anos, e era um bebê quando passou a exercer sua profissão e nos revelou sobre como foi conciliar maternidade e trabalho, ''Tive dificuldade em sua plenitude, perdi muito, minha filha cresceu rápido e eu não acompanhei o seu crescimento como deveria. Por trabalhar demais e estar sempre muito ocupada com processos, audiências, muito trabalho e estudo, eu chegava em casa á noite muito cansada.Nunca consegui estudar com minha filha,nem ajudá-la nas tarefas.Também nunca me permiti sair do fórum para ir ás reuniões da escola e assistir ás apresentações do colégio no período diurno.Hoje vejo que o tempo não vai voltar e não conseguirei reparar esse prejuízo, Talvez eu devesse não ter priorizado tanto a carreira,em detrimento da maternidade.Deveria ter sido menos exigente comigo mesma e me permitido mais.Mas eu era jovem e inexperiente,precisava utilizar todos os esforços para me dedicar a aprender o meu ofício,que é muito difícil,principalmente no início.Mas fiz o que achei certo á época'', destaca a juíza.

Débora é cadastrada no Médicos sem fronteira, e acha o trabalho deles maravilhoso e contribui mensalmente com a organização, ''Também ajudo animais de rua,tenho comedouros  que coloquei em frente á minha casa,para alimentar todos os dias cães e gatos abandonados.Quando tenho oportunidade ajudo esporadicamente entidades diversas.Já emprestei o meu nome para divulgar eventos e atividades beneficentes.Sei que faço pouco e gostaria muito ser voluntária em alguma ONG voltada para ajudar crianças.Preciso me organizar para colocar isso em prática,ainda não consegui'', conta Débora.

O seu trabalho é muito espinhoso, e Débora lida com o destino das pessoas, ''Existe duas partes, e ao mesmo tempo que posso ter ajudado alguém, o lado contrário pode ter se sentido injustiçado. Mas quando atuei na Vara da família e infância, certamente ajudei muitas crianças em situação de risco e abandonadas a encontrar um bom lar, seguro e estável. Muitas dessas crianças crescem, hoje crescem em famílias maravilhosas. Na área criminal, sei que minhas sentenças trouxeram alento para muitas vítimas. Uma vez uma moça me abordou na rua. A família dela havia sido vítima de um assalto á residência e o pai dessa moça foi baleado pelo assaltante. Esse senhor não resistiu, vindo á óbito. Eu julguei o caso, condenei e prendi o assaltante. Só fiz o que era certo, não fiz nada demais. Só fiz o meu trabalho, e ela me reconheceu na rua e parou para me agradecer, por ter julgado o caso rapidamente, condenado o latrocida. Foi reconfortante saber que meu trabalho trouxe um pouco de paz para aquela família, destruída por uma infelicidade do destino'', conclui a juíza.

Texto: Luiza Hennemann

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