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Stranger Things é uma das melhores séries da atualidade e eu vou provar o por quê

Nessa quinta-feira 4 estreia a terceira temporada de Stranger Things, a série que fez a Netflix crescer ainda mais e que desde sua estreia em 2016 é uma das mais assistidas de todos os serviços de streaming do mundo, algo que a torna uma das séries mais populares da atualidade. Então se você assiste a série, já deve imaginar alguns dos motivos para o sucesso tão estrondoso e tão rápido como o da obra criada pelos irmãos Duffer, minha missão aqui, além de convencer mais pessoas a assistirem à série, é defender meus motivos por afirmar que Stranger Things é um dos trabalhos mais autênticos criado nos últimos anos.

Se você conhece um pouco sobre a série sabe que ela usa e abusa de referências à filmes dos anos 80, então é normal que surja a questão: como a série pode ser tão autentica se ela usa tanto de referências a outros trabalhos? Bom, se você parar para notar, é com muita frequência que filmes e séries usam trabalhos feitos por outros artistas como inspiração, alguns tentam não deixar isso tão evidente e parecer ser uma obra completamente nova e inovadora, outros, já aceitam que só existem por conta de trabalhos anteriores e fazem questão de nos mostrar isso. Aqui vai um exemplo, o diretor Quentin Tarantino (Kill Bill, Bastardos Inglórios, Pulp Fiction...) ama colocar em seus filmes grandes referências antigas e não esconde nem um pouco isso de seu público, pelo contrário, quem é fã do diretor como eu, sabe muito bem que ele é mestre quando se trata de reutilizar conceitos, cenas, narrativas e até danças. Ele faz questão de usar suas maiores inspirações como referências diretas ao seu trabalho. Os irmãos Duffer, assim como Tarantino, souberam usar de materiais que não eram originais deles, para criar uma obra completamente original. Se não fosse pelos filmes dos anos 80 Stranger Things provavelmente não funcionaria tão bem nem teria o mesmo apresso do público, isso porque outra coisa que faz a série ser tão amada é o quanto ela é capaz de trazer a sensação de nostalgia para o telespectador, uma nostalgia que atinge o público que viveu na década de 80 e de um público que nasceu anos mais tarde. Basta você ser um apreciador de filmes dos anos 80 para se apaixonar pela série. Então mesmo que Stranger Things só exista por conta dos filmes lançados a mais de 30 anos atrás, a obra consegue manter sua autenticidade e parecer um trabalho que sequer foi produzido depois de 1989. Isso só reforça o que eu sempre digo, os anos 80 foram uma das melhores épocas do cinema. Para quem não conhece a história da série, quando o pequeno Will de 12 anos desaparece misteriosamente, sua mãe, Joyce, inicia uma busca frenética pelo rapaz. Seus amigos Mike, Dustin e Lucas também resolvem ir atrás do garoto, mas acabam encontrado Eleven, uma menina que possui poderes especiais e sabe do paradeiro de Will. À medida que eles descobrem a verdade, uma sinistra agência do governo tenta encobri-los, enquanto uma força mais insidiosa espreita logo abaixo da superfície. Como já se pode perceber, o foco central da série gira em torno de um grupo de pré-adolescentes. Eles precisam descobrir onde está o amigo enquanto escondem Eleven, que é procurada por pessoas perigosas, e precisam lidar com o sobrenatural que cerca a garota. Se juntarmos tudo isso com o mistério por trás do desaparecimento de Will e da origem de Eleven, temos o combo completo dos anos 80 para o sucesso: um grupo de crianças, muito mistério, suspense, ficção cientifica, superpoderes e amizades verdadeiras.

Acredito que deva ser de conhecimento geral que a década de 1980 é referência de cultura pop até os dias de hoje, seja no cinema ou na música. Não tem quem não conheça as músicas de David Bowie ou de George Michael, ou quem não tenha assistido a De Volta Para O Futuro (1985), Curtindo a Vida Adoidado (1986) ou Os Goonies (1985), ou até quem não tenha visto algum dos vários filmes baseados nos livros de Stephen King. Os irmãos Duffer também sabiam disso, e justamente por terem a noção de que os anos 80 foi uma época valiosa para a cultura pop, a ponto de permanecer relevante em pleno 2019, é que eles sabiam o que precisavam fazer para acertar em cheio no coração do público: utilizar da essência de trabalhos como E.T - O Extraterrestre, Alien, Poltergeist, Tubarão, Conta Comigo e muitos outros. Agora, eu preciso confessar uma coisa, dois dos meus filmes preferidos lançados na década de 80 são Os Goonies e Conta Comigo, dois longas que serviram como grande referência para a criação da história principal de Stranger Things, um grupo de crianças que tem a amizade como uma das coisas mais importantes da vida e que nunca desistem de ajudar uns aos outros, ao mesmo tempo que adoram uma boa aventura. É o tipo de história que deixa a minha imaginação a mil, crianças são fofas demais, não me julgue. Então digamos que as chances de eu não gostar muito da série já eram bem pequenas. Ainda assim, usar alguns dos maiores clássicos de uma década inteira é um risco bem grande a se tomar, as chances de darem certo são quase tão grandes quanto as de darem errado, e verdade seja dita, não poderia ter dado mais certo.

Agora já deu de falar sobre os anos 80, outro ponto muito positivo de Stranger Things são os seus personagens. Eles são carismáticos, reais, complexos e relacionáveis. Todo personagem inserido na série possui o seu objetivo e não está ali à toa, e todos os protagonistas da série, que vão desde o grupo de amigos e Eleven até a mãe e o irmão de Will, a irmã de Mike e o Xerife Hopper, possuem tempo de tela suficiente para você conhecer cada um e saber quem eles são, suas histórias são bem aproveitadas e a importância de cada um para a trama logo fica clara. Para qualquer história que seja, se seus personagens não são bons o suficiente, não tem trama que sobreviva por muito tempo, o público precisa se apaixonar pelos personagens de uma história, senão ela não vai para frente e acaba tendo uma vida bem curta. Stranger Things é o tipo de série que te faz querer morar na cidade em que a trama se passa, mesmo com todas as coisas ruins e todos os perigos que isso representa, a vontade existe provavelmente pela história nos fazer ansiar por aventura, por um mundo que de mundano não tem nada. Quando você junta tudo isso com roteiros, produção e atuações impecáveis fica bem difícil não enxergar o valor da série e resolver dar uma chance para ela. E essa foi a finalização da minha sessão de bajulação à Stranger Things. Não dá tempo de maratonar antes da terceira temporada estrear, mas corre assistir mesmo assim se você ainda não começou, diante de tudo o que eu falei aqui você realmente não vai querer tirar a prova real de que tudo isso tem ou não cabimento? É você quem sabe.

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