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Agrotóxicos: o fim da polêmica dos subsídios

No meu último post escrevi sobre a polêmica da retirada de subsídios dos agrotóxicos e terminei dizendo que logo saberíamos como terminaria essa discussão e se haveria vencedores ou perdedores. Pois bem, por ora a discussão encerrou mediante acordo do governo estadual com os representantes do agronegócio catarinense, mas afinal tivemos vencedores ou perdedores?

A proposta inicial do governo estadual era de não ter mais subsídios para a venda de agrotóxicos em Santa Catarina o que na prática foi entendido como aumento de impostos. Como somente Santa Catarina estava implementando essa política no país, a pressão ficou muito grande sobre o governo e o setor do Agro. Assim, com a pressão dos representantes das federações e cooperativas de agricultores a medida foi postergada.

Com o acordo, a retirada dos subsídios acontecerá em 2020. Porém, a retirada será conforme a classificação de toxicidade do agrotóxico. Quanto mais perigoso o produto químico maior a taxação. Temos no Brasil 4 classes toxicológicas que se expressam também por faixas de cores nas embalagens:  Classe I –Extremamente tóxico (cor vermelha); Classe II – Altamente tóxico (cor amarela): Classe III – Medianamente tóxico (cor azul); Classe IV - Pouco tóxico (cor verde).

Sempre aprendi que o bom acordo é aquele em que as duas partes saem ganhando e nesse caso da retirada de subsídios dos agrotóxicos, todos ganharam. É inconcebível haver subsídios para agrotóxicos, quando outros itens de maior importância na agricultura não possuem. Mas também não podemos mexer nessa estrutura de isenções, sem antes negociar a melhor forma com o setor beneficiado para reduzir os impactos da medida.

Continuaremos recomendando agrotóxico na agricultura devidamente registrado e recomendado para a cultura específica como medida complementar de controle, seja de uma praga ou de uma planta invasora. Reforçando que antes do uso de agrotóxico, diversas ações de manejo na lavoura devem ser feitas em que, em muitos casos, o uso do agrotóxico é dispensado.

Acredito que mais uma vez Santa Catarina sairá na frente com essa proposta, mostrando para resto do Brasil e do mundo que a busca por uma produção de alimentos saudáveis é uma preocupação do governo e de toda a sociedade.

Por Reginaldo Ghelere

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