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Calçadão do centro de Araranguá é palco para manifestação pela educação

Movimento foi protagonizado por professores e alunos da UFSC, IFSC e demais entidades

A manhã desta quarta-feira (15) foi marcada por mobilização de professores, técnicos e alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Secretaria de Relações Internacionais (SINTER) e outras instituições em Araranguá. Por volta de 9h, os manifestantes começaram os protestos na Avenida Getúlio Vargas, no Centro da cidade.

A ação é em defesa da educação e contra os recorrentes cortes orçamentários anunciados pelo Ministério da Educação (MEC). A medida impactou no contingenciamento de mais de R$ 2 bilhões do conjunto das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Segundo informações da UFSC, o impacto será de aproximadamente 35% do orçamento da universidade pública catarinense, o que supera R$ 60 milhões em dinheiro.

"Essa mobilização é importante para mostrar ao Governo que o que ele traz como proposta é uma chantagem. Uma forma de transformar a educação em um monstro, como se a educação fosse um perigo para a sociedade", explica o professor Fábio Dias Silveira, membro do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte) e um dos organizadores do evento.

Segundo Silveira, as pesquisas da Federal de Santa Catarina já foram interrompidas por conta dos cortes e, agora, toda a universidade pode parar. "Muitos doutores tiveram que parar suas pesquisas. Então, essa mobilização serve para mostrar que esses cortes na educação nada mais são do que chantagem. Ora, corta a previdência e a educação para dizer que, desta forma, os recursos voltam. A matemática não fecha", pontuou.

Ele ainda disse que, provavelmente, outros movimentos como esse sejam necessários para alertar o Governo Federal. “Enquanto este governo estiver aí, nós precisaremos de manifestações a todo o momento. Esse é o primeiro pulo para mostrar que eles (o Governo) esbarraram um movimento que não conseguem mudar, que são os estudantes e os professores. Estamos mobilizados e não vamos aceitar tudo", esclarece.

Por enquanto, ainda não estão programadas outras manifestações. As universidades federais devem esperar para um possível desfecho por parte do Governo federal para, então, decidirem se vão ocorrer outras mobilizações.

As manifestações continuam e a previsão é que mais de 1,5 mil pessoas passem pelo local. Num primeiro momento, a Avenida Getúlio Vargas esteve fechada para os manifestantes, mas por volta de 11h foi reaberta. A Polícia Militar está presente garantindo a segurança dos manifestantes durante o protesto pacífico.

Texto: Clara Floriano

Créditos foto: Junior Melos

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