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Direção do Hospital Regional de Araranguá desmente boato de greve

Diretor-Geral também revelou sobre a frenética busca por novos profissionais para atuar na linha de frente no combate a pandemia e funcionários desabafaram “Como se não bastasse a nossa luta diária contra a Covid-19, o medo de pegar o vírus e contaminar a nossa própria família, agora estamos tendo que lutar contra o desrespeito de algumas pessoas e uma parte pequena da mídia local que tenta criar pânico na população e denegrir nosso trabalho”.

A frase que abre esta reportagem é um desabafo um grupo de funcionários do Hospital Regional de Araranguá que foi entrevistado com exclusividade pelo Portal Uaauu na tarde de ontem, sexta-feira, 24. Entristecidos com informações manipuladas que se espalharam na internet nos últimos dias, eles aproveitaram para desabafar e relatar como tem sido a dura batalha na linha de frente contra o Coronavírus.

Médicos, enfermeiros e demais trabalhadores afirmaram que apesar do medo e do crescimento do número de contaminados, seguem no combate à doença, lidando diretamente com casos suspeitos e confirmados.
A técnica em enfermagem Dayana Piontkiewicz de Matos que já atua há mais de 10 anos no Hospital Regional, relatou a experiência que está vivendo desde o início da pandemia. Ao lado de outras colegas de trabalho, revelou que a união, a solidariedade, coleguismo, amor a profissão aliado ao suporte e apoio que recebem da direção do Hospital tem sido os pontos de apoio para seguir na luta contra a pandemia. “Para muitos somos os heróis em uma guerra contra um inimigo invisível, mas para alguns somos incompetentes, falhos, criticados, julgados e até condenados na internet. Estamos no olho do furacão. É muito assustador para a equipe enfrentar essa situação de frente. O que precisamos agora é do apoio e incentivo da população, não de pânico e caos” afirmou.

Heróis precisam de apoio

Armados com jalecos, máscaras e luvas, profissionais da saúde também estão expostos na defesa da população em um combate que, até agora, tem deixado baixas em todo mundo. Não é exclusividade da região ou do Hospital Regional de Araranguá. O coronavírus está lotando hospitais no mundo inteiro. Em meio a toda essa crise, os profissionais que atuam no HRA fazem um apelo. “Respeito e compreensão é o que pedimos. Cuidem-se protejam-se e mantenham o isolamento social. Evitem também compartilhar informações fakes” pediu a técnica de enfermagem Maria Cristina Pacífico da Costa.
Protocolo de atendimento é o recomendado pelo SUS

De acordo com o diretor técnico do HRA, Dr. Eduardo Ali Dominguez, desde o início da pandemia o hospital segue as recomendações do Ministério da Saúde no tratamento da Covid-19. “Seguimos as orientações para o manejo de pacientes com covid-19 preconizadas pelo Ministério da Saúde. Todos nossos profissionais e gestores de saúde foram capacitados para o atendimento dos pacientes desde o acolhimento dos casos suspeitos ou confirmados até a alta hospitalar. O objetivo é orientar a organização, de maneira prática, do fluxo de atendimento dos pacientes, principalmente aqueles que necessitam de suporte ventilatório,” explicou o médico.

Direção desmente boato de greve

“Há quase dois anos, desde que o IMAS assumiu a direção do Hospital Regional esta instituição não ouviu mais falar em greve. Antes elas eram recorrentes e não raras vezes eram manchetes dos jornais. O Governo do Estado tem mantido os pagamentos em dia e os trabalhadores recebem seus salários na data do pagamento. O que estamos debatendo agora é o reajuste anual, que só ainda não foram definidos em função dos compromissos urgentes com o combate a pandemia”. A citação é do diretor- geral do HRA, Rafael Bonfada que desmentiu boatos de uma possível greve.

Segundo o gestor, o diálogo entre Hospital e SindiSaúde, sindicato que representa os funcionários, sempre foi aberto, transparente e amistoso. “O Sindicato e a Instituição sempre dialogaram com muita responsabilidade e respeito. É uma relação tranquila porque ambas as instituições querem o bem-estar dos funcionários. A gestão do IMAS valoriza o colaborador, não explora como tem sido aventado de forma irresponsável por parte da mídia tendenciosa.

Dificuldades para contratar novos profissionais

O diretor-geral do HRA afirma que apesar da baixa de funcionários, a direção tenta minimizar o problema contratando servidores temporários para ocupar as vagas. “Sobram vagas e faltam interessados. Enquanto a ocupação de leitos de UTI segue cada dia maior em função da pandemia, outro risco ameaça a saúde da região, já faltam profissionais para cuidar deles. Essa situação é a realidade da maioria dos hospitais do país e mesmo que façamos um esforço, pouca gente se habilita para trabalhar na área,” explicou Bonfada. 

Rafael explica que a medida tem sido incentivar profissionais através do pagamento de hora -extra. “Aqueles que que ainda possuem condições de trabalhar mais estão sendo remunerados para isso. É o mínimo que podemos fazer para reconhecer o esforço dos nossos guerreiros”, explicou.

Como funciona o atendimento a suspeitos de Covid-19 na prática

O HRA orienta que todos os pacientes com sintomas de síndrome gripal devem usar máscaras, conforme protocolo local. Eles terão fluxo de atendimento diferenciado e sinalizado com uma sala de espera exclusiva. O atendimento segue as recomendações de precaução de contato e antecedentes de risco e conta com exame físico que verifica os dados vitais e a oximetria de pulso, além de avaliar a necessidade de testagem para Covid-19 e solicitação de exames de sangue ou de imagem.
Segundo Dr Eduardo Ali Dominguez, para a proteção dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do atendimento à pandemia, o HRA criou alas separadas para pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19. “Também aplicamos um questionário rápido na entrada do turno dos profissionais para medir temperatura e avaliar outros sintomas de síndrome gripal. Outras medidas internas são mudanças até mesmo no refeitório, reuniões virtuais, atenção aos locais de prescrição e repouso, quando de trocas de turno de plantão, uso de máscara cirúrgica e manutenção do distanciamento e uso adequado dos equipamentos de proteção individual, além de não transitar com material potencialmente contaminado. Estamos trabalhando muito para atender a população da melhor forma, portanto nos ajudem a vencer esta guerra seguindo as recomendações de saúde e não compartilhando fake News” alertou Dr. Eduardo.

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