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Moradores de Balneário Gaivota reclamam que pagam a taxa de iluminação pública e não receber o serviço corretamente

Moradores de Balneário Gaivota reclamam por estarem pagando a Cosip (Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública) e não receberem o serviço adequadamente. Segundo eles, o município possui um grande número de vias públicas com iluminação deficitária ou totalmente “às escuras”, no entanto, a taxa referente ao serviço vem sendo cobrada integralmente. Alguns postes nem sequer possuem os braços de iluminação.

A principal preocupação dos moradores é com o bem estar das comunidades. Eles explicam que a falta de iluminação aumenta o risco de assaltos nas vias públicas, e furtos nas residências, além da dificuldade de locomoção dos pedestres e ciclistas.

A moradora da comunidade de Jardim Ultramar, Cecília dos Santos Melo, de 75 anos, conta que já pediu várias vezes a colocação das lâmpadas nos postes próximos à sua casa, porém sempre teve o seu pedido ignorado. “Dizem que vão reformar a avenida, trocar os postes e colocar a iluminação, mas o tempo passa e nada é realizado. Enquanto isso ficam cobrando essa taxa cara dos moradores. Isso não está certo”, protesta Cecília.

Os moradores da rua Rio de Janeiro, no bairro Turimar, preocupados com o risco gerado pela falta de iluminação em frente as suas residências, instalaram por conta própria as lâmpadas de iluminação pública. “Nós compramos as lâmpadas e pagamos uma empresa especializada para fazer a instalação, e durante todo esse tempo a Cosip estava sendo paga. Agora espero que façam ao menos a manutenção, porque, do contrário, estaremos pagando duas vezes pelo mesmo serviço”, explica o morador Heber Pardo, de 65 anos.
Na comunidade de Valverde, no limite Sul do município de Balneário Gaivota, está sendo criada uma Associação de Moradores, e um dos objetivos é o de cobrar adequação da iluminação pública no bairro. Os moradores reclamam que não existe a iluminação completa nos postes, mas mesmo assim a Cosip é cobrada.

Reclamações similares são observadas também por moradores de Vila Mutuca, Fernão Capelo, Lagoa de Fora, Sulmar, entre outras localidades.

A Cosip é cobrada juntamente com a fatura de energia elétrica, e foi criada com o propósito de custear os gastos com instalação e conservação da iluminação pública. Em princípio, dessa forma, seria garantido o direito básico da população de poder transitar, no período noturno, por vias e espaços públicos, com mais segurança e conforto. (AGSN)

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