A solenidade de posse dos novos dirigentes da OAB de Criciúma ocorreu ontem à noite no Teatro Elias Angeloni. Foi a posse festiva, já que efetivamente estes dirigentes assumem no dia 1º de janeiro. Entre as autoridades presentes o prestígio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia. Nos bastidores, possível notar o assédio e a percepção de que ele sustenta a figura da liderança.
OAB do Sul
Em Tubarão, regional da Amurel, onde há cerca de 1 mil advogados a posse de Erivelton Alexandre de Mendonça Fileti, ocorreu na última terça-feira. Nesta quinta-feira pela manhã aconteceu a solenidade de posse de Lárcio Machado na OAB de Araranguá, que tem na região da Amesc cerca de 370 advogados. Em Criciúma são 1,5 mil advogados. Assumiu a presidência Rafael Búrigo Serafim.
CPI dos incentivos
Confirmando ensaio do dia anterior, nesta quinta-feira o deputado Laércio Schuster apresentou o requerimento pedindo a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar aquela que foi chamada de “caixa preta” dos incentivos fiscais, um dia antes pelo Secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli. Este é o primeiro passo. A Mesa Diretora agora se pronuncia e se aceita acontece a criação da CPI, com indicação dos membros.
MDB apoia
Dividido, o MDB deve apoiar a criação da CPI dos incentivos fiscais, apesar da origem da fase de concessões ter ocorrido no governo de Luiz Henrique da Silveira. As informações de bastidores indicam alvos ligados ao PSD, especialmente ao ex-Secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni; ao ex-governador Raimundo Colombo e ao ex-deputado estadual Gelson Merísio.
Não é barato
A Assembleia Legislativa ainda não tem um mês de trabalho e já tem praticamente instaladas duas CPIs. A primeira é a da Ponte Hercilio Luz e a segunda dos incentivos fiscais. Elas tem apoio da população, mas é importante que cheguem a uma conclusão, pois estes movimentos não custam barato aos cofres públicos. Entre servidores experientes da casa se estima que o custo de cada uma fica em torno de R$ 500 mil.
Pergunta cruel
Um fato chamou atenção, nesta quinta-feira, na solenidade de posse da nova presidente da SANTUR, Flávia Didomênico. Depois deu um demorado e “choroso” discurso do presidente que deixou o cargo, Valdir Valendovski, o governador Carlos Moises da Silva deu um recado nas entrelinhas. Ao se dirigir ao ex-presidente falou: “...como disse, o, como é mesmo o nome dele?. Outro recado dado pelo governo foi não colocar na mesa de autoridades o presidente do Conselho Estadual de Turismo. Há de se lembrar que teriam partido dele vários bilhetinhos ou cartas fazendo indicações à pasta. Moises mostra-se um exímio “passador de recados” nas entrelinhas. O ato de ontem teve ainda vários outros.
Turismo
Na sua fala o governador voltou a “chorar as mágoas do caixa” revelando a dificuldade financeira e sugerindo riscos de atrasos nos salários. Admitiu que já em janeiro não sobrou para guardar o 1/12 do 13º salário e que em fevereiro isso deve se repetir. Esta fala deve ser associada a de Raimundo Colombo, no início de 2018, quando disse que o turismo salvou a folha de pagamento de 2017 e início de 2018.
A queda na arrecadação do Estado, nos meses de fim e início de ano estaria diretamente ligada ao movimento turístico, que nos últimos caiu na mesma proporção que caíram os investimentos na promoção dele.
Surgem dúvidas sobre o tipo de política a ser adotada pelo Estado, se a do corte do cafezinho para economizar ou do investimento para aumentar faturamento. Se quiser repetir resultados de anos da gloria do turismo catarinense terá que vender a imagem do Estado na Europa e nos Estados Unidos, não só na Argentina. Isso custa em Euro e Dólar.
Amigos do Rei
Enquanto o governo atual mergulha fundo nas contas e planilhas herdadas, de outro lado vigilantes mergulham nas páginas de transparência cruzando dados de valores e parentescos para chegar a possíveis privilégios. Os olhos mais atentos estão sobre os mais próximos ao governador, ou seja, a classe de oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Nos bastidores da política na capital circula a lista de nomes e salários. A lista começou a ser divulgada por contatos de whatsapp ontem.
Prestemos atenção
Os exemplos de falta de critério nos incentivos fiscais conferidos às empresas aéreas que atendem Santa Catarina podem gerar um novo conflito. O governador Carlos Moises da Silva revelou que diferentes percentuais para cada uma delas, sendo que estes variam de três a 17 por cento.
Riscos
Há uma preocupação de que o tratamento privilegiado para algumas empresas aéreas no Estado pode gerar uma nova crise, levando à aquela mal atendida a rever seu planejamento de atendimento de Santa Catarina, ou ainda todas fazerem isso diante do corte dos incentivos.
Turismo
A posse da nova diretoria da SANTUR, ontem, encerra um ciclo de 20 anos na empresa de turismo oficial do Estado. Valdir Valendovski entrou com o governo de Paulo Afonso, ficou oito anos de LHS e outros oito de Raimundo Colombo. Um ciclo que estava na hora de acabar. Vinha se definhando.
Texto: João Paulo Messer