Indefinição do Progressistas de Araranguá, em relação a escolha de seu candidato a prefeito no pleito municipal deste ano, lembra muito a eleição de 2012, quando a indecisão da sigla acabou sepultando a possibilidade do partido de permanecer no poder. Naquela ocasião, Mariano Mazzuco Neto (PP) era o prefeito. Com dois mandatos acumulados, e sem poder disputar a reeleição, ele entregou nas mãos de deu partido a escolha de seu sucessor, que acabou se dando de afogadilho, por uma série de circunstâncias. No fim da história, Dilnei Almeida, que disputou a prefeitura pela legenda, amargou a terceira colocação no certame, atrás de Sandro Maciel (PT), que se elegeu prefeito, e de César Cesa (MDB).
Neste ano, Mariano é novamente prefeito, só que agora pode disputar a reeleição. Mesmo assim, ele não anuncia esta decisão, dando a entender que o presidente da Câmara de Vereadores, Daniel Viriato Afonso, será o candidato do Progressistas ao comando do executivo. Esta situação, no entanto, não é oficializada. Enquanto isto, a exemplo de 2012, a oposição se articula, se organiza, e cresce. Pelo andar da carruagem, o Progressistas araranguaense da a entender que não aprendeu com seus próprios erros.
Vice do PP de Arroio diz que não há conversa com PSL
Vice-presidente do Progressistas de Balneário Arroio do Silva, Denise dos Santos, diz que especulações dando conta de uma aproximação com o PSL, do ex-prefeito Evandro Scaini, não tem cunho oficial. Fonte ligada à cúpula do PSL entrou em contato para informar que o ex-vice-prefeito Fernando Borges (PP) havia conversado com uma forte liderança pesselista, propondo uma conversa entre as duas siglas. “Neste momento estamos focados em resolver questões internas do partido”, comenta Denise, enfatizando que não estão sendo promovidas reuniões, ou quaisquer outras conversações com outras siglas que não sejam aquelas que o Progressistas já tem contato direto, o que não é o caso do PSL.
PSD de Gaivota diz que dobradinha com MDB está firme
Presidente do PSD de Balneário Gaivota, ex-prefeito Valcir Ferreira Pereira, que diz dobradinha Evânio Machado, o Machadinho (PSD) a prefeito, e Guidi Matos (MDB), a vice, está sólida e focada na pré-campanha. Durante o final de semana, uma série de rumores deram conta da possível desistência de Guidi da corrida sucessória. De acordo com Valcir, o pré-candidato a vice teve apenas alguns problemas de saúde, mas já está recuperado e de volta ao cenário político eleitoral. O que causa estranheza nesta situação é que Machadinho e Guidi parecem estar sendo vítimas de fogo amigo. As informações que chegam até mim, por exemplo, dando conta da suposta desistência de Guidi, e, às vezes, até da desistência de Machadinho, são trazidas por políticos ligados ao Progressistas, partido que, em princípio, apoia a dobradinha.
Meleiro deve ter três candidatos prefeito novamente
Em princípio, Meleiro caminha a passos largos para homologar três candidaturas ao executivo municipal. Prefeito Eder Mattos (PL) disputará a reeleição. Seu vice, Rogildo Bordgnon (PSDB), também quer ir para o embate, na busca do comando da prefeitura. Por fim, o ex-prefeito Vitor Hugo Coral (PP), que já administrou Meleiro em outras duas ocasiões, também está de volta ao cenário eleitoral. Embora a configuração política deste ano seja totalmente diferente da eleição passada, vale lembrar que em 2016 o município também contou com três candidatos a prefeito. Na ocasião, Eder se sagrou vencedor numa ferrenha disputa, especialmente contra Santina Izé, que, depois, deixou o PSD e migou para o PDT, partido que deverá apoiá-lo no pleito deste ano.
Júlio Garcia diz que processo de impeachment é técnico
Em entrevista a imprensa estadual, presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia (PSD), não titubeou, e reafirmou que o processo de impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) seguirá, sem ressalvas. Ressaltou que se trata de um instrumento baseando em denúncia técnica, e que nada tem a ver com retaliações políticas ou coisas do gênero. Basicamente, Júlio se colocou como um cumpridor do dever, enfatizando que o processo irá cumprir todos os seus ritos. Fez questão de enfatizar que ele, enquanto presidente da Assembleia Legislativa, não tem poder de cassar o governador, o que caberia, em princípio, a seus pares e ao Poder Judiciário. Nas entrelinhas, no entanto, fica bastante claro que Júlio Garcia não sente a mínima empatia por Carlos Moisés.