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Surto de Covid-19 estende suspensão de cruzeiros e prejuízos em SC superam US$ 400 mil

Anvisa recomendou a suspensão de navios cruzeiros por conta da Covid-19, mas Associação Brasileira já suspendeu voluntariamente os serviços até dia 4 de fevereiro

Antes mesmo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendar a suspensão definitiva da temporada de navios de cruzeiros no Brasil, a Clia (Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros) e associados tomaram a decisão de estender o prazo de suspensão voluntária das operações nos portos brasileiros, prevista agora até o dia 4 de fevereiro de 2022.

A primeira suspensão valia até o dia 21 de janeiro, de acordo com a Clia, por conta de “incertezas nos protocolos” de prevenção à Covid-19, que são determinados pela Anvisa.

No ponto de vista da Anvisa, a iniciativa é uma ação necessária à proteção da saúde da população, por conta do aumento de casos de Covid-19 registrados em embarcações que realizam viagens pela costa brasileira.

Uma embarcação da empresa MSC cruzeiros chegou a ter o desembarque barrado em Balneário Camboriú, após casos confirmados de Covid-19 entre passageiros e tripulantes.

A Anvisa já havia recomendado a suspensão temporária de navios, preventivamente, até que houvesse mais dados disponíveis para avaliação do atual cenário.

Litoral de SC quer a volta dos cruzeiros

Em Santa Catarina, as cidades de Balneário Camboriú, Porto Belo e Itajaí no Litoral Norte do Estado avaliam os impactos econômicos de uma nova suspensão das atividades, visto que os cruzeiros estavam suspensos desde o início da pandemia de Covid-19 e retornaram no fim de 2020.

De acordo com Geninho Goes, secretário de Turismo de Balneário Camboriú, apesar do governo municipal ser contra a suspensão dos cruzeiros, será respeitada a decisão dos órgãos responsáveis pela saúde.

“Nós somos favoráveis aos cruzeiros voltarem. Esse não é o posicionamento de todo porto e de todas as cidades, o Rio de Janeiro e o Nordeste, por exemplo, preferem neste momento não voltarem por que os hospitais estão sobrecarregados, mas nós somos favoráveis sempre levando em consideração o mapa de risco e a questão de pessoas infectadas dentro dos cruzeiros, seguindo os protocolos de saúde”, destacou.

Itajaí e Porto Belo também são favoráveis ao retorno dos navios, de acordo com os protocolos de prevenção à Covid-19. Por meio de nota, a prefeitura de Itajaí destacou que está preparada para receber com tranquilidade os passageiros e garantir o embarque seguro na cidade.

“Itajaí possui um plano de ação elaborado em conjunto com as secretarias de Turismo, Eventos e Saúde o qual permite receber com segurança os passageiros de navios de cruzeiro, cumprindo todos os protocolos sanitários exigidos pela Anvisa, portanto, mantendo todos estes procedimentos sanitários é possível antecipar situações de risco e atuar de maneira efetiva para receber com tranquilidade os transatlânticos”.

Para Porto Belo, “o turismo é sem dúvida alguma a atividade econômica mais afetada pela pandemia. A suspensão da atividade de cruzeiros marítimos impacta diretamente a arrecadação da cidade, dos comerciantes e dos prestadores de serviços que dependem diretamente desta atividade para o sustento das suas famílias”.

Qual o impacto econômicos dos cruzeiros?

De acordo com a Clia, a temporada atual, que começou em novembro de 2021, tinha previsão de movimentar mais de 360 mil turistas, com impacto de R$ 1,7 bilhão, além da geração de 24 mil empregos.

Estes valores envolvem uma cadeia extensa de setores da economia, entre eles comércio, alimentação, transportes, hospedagem, serviços turísticos, agenciamento, receptivos e combustíveis, entre outros.

A estimativa é que cada navio gere em torno de R$ 350 milhões de impacto para a economia brasileira. A cada 13 cruzeiristas, um emprego é gerado. A cada desembarque, um turista gasta em média US$ 100, Balneário Camboriú, por exemplo, tinha a previsão de receber 20 escalas de navios cruzeiros com cerca de 4 mil passageiros cada, que deveriam desembarcar na cidade, o que geraria mais de US$ 400 mil.

Fonte: ndmais

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