Reunido com emedebistas de nossa região em Florianópolis, o presidente estadual do partido, Carlos Chiodini, assegurou que a vaga de candidato a vice, no projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL), está assegurada ao partido. De acordo com ele, todas as tratativas de Jorginho com o MDB dão conta desta dobradinha. Do mesmo modo, as vagas ao Senado na coligação do governador estariam reservadas ao ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) e ao senador Esperidião Amin (PP).
As situações discutidas em paralelo a isto, conforme Chiodini, não passam de balão de ensaio. Neste sentido, o presidente emedebista buscou desqualificar a afirmação atribuída a Jorginho Mello, durante um jantar entre ele e a cúpula da federação União Progressista. Nesta ocasião, o governador teria dito que o seu vice viria do MDB ou do PSD. Conforme Chiodini, a citação ao PSD nada mais foi do que uma tentativa de desestabilizar a pré-candidatura do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ao Governo do Estado. Ele também disse que com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, o PSD provavelmente também lance o governador paranaense Ratinho Júnior (PSD) ao Palácio do Planalto, o que inviabiliza uma dobradinha PL/PSD em Santa Catarina.
Em relação a deputada Carol de Toni (PL), os bastidores da política em Florianópolis dão conta que o governador Jorginho Mello continua trabalhando na tentativa de demovê-la da intenção de disputar o Senado, o que poderia fazer com que a federação União Progressista se aliasse a João Rodrigues. A parlamentar, no entanto, estaria fortemente imbuída do desejo de migrar para o Novo, para viabilizar sua candidatura de senadora.
Finais
E repercutiu de forma extremamente negativa, durante toda semana passada, no meio político regional, a condenação do ex-prefeito de Balneário Gaivota, Ronaldo Pereira da Silva (PP), e de sua então vice-prefeita, Terrimar Ramos Pereira (PSD), por fraude em processo seletivo. Ambos foram condenados a oito anos de inelegibilidade e multa, além de outras sanções. Já fazia uma década que um prefeito da região não recebia uma pena tão severa do judiciário. As fichas de Ronaldo e Terri passam agora a ser apostadas em uma reversão de seus quadros no Tribunal de Justiça, em Florianópolis. A substancialidade da Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público Estadual, e a clareza com que o judiciário da Comarca aplicou as penas, no entanto, deixam poucas margens para uma releitura do caso. Pelos próximo oito anos, de fato, o ex-prefeito e a ex-vice estarão fora do jogo eleitoral em Gaivota. A bem da verdade, isto será bom tanto para o Progressistas quanto para o PSD, que poderão reoxigenar suas forças internas.
Vereadora de Balneário Gaivota, Jussara Matos (MDB), que foi absolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral de uma condenação de primeira instância, que havia cassado seu mandato, diz que pretende postular uma vaga majoritária nas eleições de 2028. De acordo com Jussara, o MDB gaivotense cometeu uma série de erros estratégicos ao longo dos últimos anos, mas, os principais deles teriam sido as duas alianças majoritárias com o Progressistas, respectivamente nas eleições de 2020 e 2024. Para a próxima eleição municipal, no entanto, a vereadora afirma que o partido retomará sua trajetória histórica, que foi sempre de oposição ao Progressistas. Neste sentido, ela se diz disposta a concorrer como candidata a prefeita, ou a vice, objetivando reestruturar e realinhar o partido no município, através de uma aliança política com seus antigos aliados. O presidente do partido, Joaci Silva de Oliveira, também já disse que uma aliança com o Progressistas em 2028 está totalmente descartada.