Estratégia eleitoral do pré-candidato à Assembleia Legislativa, Marco Antônio Mota, o Motinha (Rep), passa por reforçar, ao máximo, seu nome no município de Araranguá, onde mora. Motinha acredita que possa chegar aos 10 mil votos na Cidade das Avenidas, o que, de acordo com ele, “corresponde a 50% da votação necessária para assegurar uma cadeira no parlamento estadual pelo Republicanos”. Por conta disto, o pré-candidato tem feito uma série de reuniões em Araranguá, de modo a capilarizar seu projeto no município. Todavia, como em Araranguá, hipoteticamente, estão apenas 50% dos votos suficientes para elegê-lo, Motinha tem feito roteiro também por vários outros municípios da região, agora, acompanhado de seu pai, o ex-deputado estadual Manoel Mota (MDB), que está empolgado com o projeto. “Pela minha experiência, acredito que o projeto do Motinha tem grandes possibilidades de emplacar, principalmente porque ele precisa somente de metade da votação daqueles que serão candidatos por partidos tradicionais. O Republicanos tem esta vantagem”, comenta o ex-deputado.
Os outros destinos do Progressistas em 2022
Na coluna de ontem fiz longa análise sobre dois possíveis destinos do Progressistas, na eleição majoritária deste ano. Em princípio, o partido pode manter a pré-candidatura de Esperidião Amin ao governo, ou convergir para o projeto de reeleição do governador Carlos Moisés da Silva (Rep). Estes dois caminhos, no entanto, não resumem as articulações que envolvem o partido neste momento. Há pelo menos outras duas situações em decurso. Uma, dando conta de uma aliança com o União Brasil e com o PSD, e outra, menos provável, dando conta de uma aliança com o PL de Jorginho Mello. Nas duas situações, o Progressistas indicaria o candidato a vice-governador.
A aliança com o União Brasil e o PSD vem sendo discutida há vários meses. O principal entrave para que ela fosse viabilizada dizia respeito às pretensões do ex-governador Raimundo Colombo (PSD), que, num primeiro momento, estava se dispondo a concorrer ao governo novamente. Nesta semana, no entanto, Colombo abriu mão oficialmente deste projeto, lançando seu nome ao Senado. Com isto, o PSD ficou livre para manifestar apoio a pré-candidatura de Gean Loureiro (União) ao governo. A vaga de vice, por ora, é pretendida pelo PSD, mas, de forma natural, ela seria cedida ao Progressistas, caso o partido se irmane ao projeto. Em sendo consolidada a aliança União/PP/PSD, muito provavelmente uma vaga no segundo turno já estaria consolidada a este grupo. Esta aliança esvaziaria a candidatura de Jorginho Mello, jogando, ainda, o MDB no colo do governador Carlos Moisés, o que seria excelente para Gean Loureiro, que é amigo pessoal de Antídio Lunelli (MDB). Neste contexto, o MDB de Lunelli acabaria convergindo para Gean.
A grande questão nesta aliança entre União/PP e PSD é saber quem o Progressista indicaria para ser vice de Gean Loureiro. Por óbvio, não poderia ser ninguém da família Amin, pois, a exemplo dos Amin, Gean também é de Florianópolis. Teria que ser alguém do Progressista do Norte, ou do Sul do Estado. Se for do Norte, Silvio Dreveck, que é o presidente estadual do partido, é o melhor nome. Se for do Sul, o melhor é José Milton Scheffer.
PL da região pode abraçar candidatura nova
PL de nossa região deverá se reunir novamente, amanhã, para encaminhar os apoios que dará a pré-candidatos a estadual e a federal, no pleito eleitoral deste ano. Em princípio, a ideia é abraçar uma única candidatura a estadual e uma a federal, para potencializar os projetos dos escolhidos. Por ora, o já deputado federal Daniel Freitas, e a advogada Júlia Zanatta, ambos de Criciúma, são os nomes mais cotados para receber o apoio à Câmara Federal. Já a candidatura a estadual pode apresentar uma surpresa. Em princípio, estão sendo discutidos os nomes de Andressa Ribeiro, André Fernandes e Adércio Velter. Todavia, há um grupo no partido que vem defendendo o nome do professor Alex Wehrle. Ele é trabalha no Instituto Federal Catarinense, exercendo suas atividades em Sombrio e em Florianópolis. Alex já se declara oficialmente pré-candidato à Assembleia Legislativa. Poderia ser a solução para tirar o peso de uma candidatura própria do PL de nossa região, sem, no entanto, se desligar totalmente do projeto. A maior parte da base eleitoral de Alex está em Florianópolis.