A Câmara de Vereadores de Araranguá recebeu na sessão desta quarta-feira, 10, a engenheira agrônoma Luciana Ferro Schneider, representante do escritório local da Epagri. A participação atendeu ao Requerimento nº 218/2025, de autoria do vereador Samuel Jesuíno, que solicitou espaço para a prestação de contas das ações realizadas em 2025 e a apresentação do planejamento para 2026.
Durante a exposição, Luciana destacou que o Observatório Agro Catarinense, desenvolvido pela Epagri, tem contribuído para mapear dados econômicos do setor. Segundo informações do IBGE compiladas no sistema, Araranguá possui 7,7% de sua população na área rural, com predominância de pequenas propriedades, foco da agricultura familiar atendida pela unidade.
A extensionista rural lembrou que a Epagri é atualmente a única emissora do Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) no município, documento essencial para o acesso às políticas públicas voltadas ao setor. Também citou o convênio anual firmado com a Prefeitura, no valor de R$ 63 mil, que garante o funcionamento dos serviços de assistência técnica e extensão rural. Entre os programas operados pela equipe local estão o Terra Boa, kits de agricultura e iniciativas da Secretaria de Estado da Agricultura. Somados, os projetos totalizaram R$ 1.495.000 em investimentos diretos nos agricultores, sendo R$ 557 mil a fundo perdido. Luciana explicou que, em muitos casos, produtores recebem descontos de 30% a 50% ao manterem os pagamentos em dia. Em 2025, foram elaborados 11 projetos do Pronaf, somando R$ 742 mil.
Outro ponto enfatizado foi o trabalho de armazenamento de água. Segundo a Epagri, somente neste ano foram garantidos 500 hectares com estruturas que dispensam a captação direta nos rios, resultado de projetos elaborados em parceria com os produtores. A instituição também segue mobilizando os agricultores para a regularização ambiental por meio do CAR, cujo prazo encerra em dezembro.
Luciana apresentou ainda ações de médio prazo dentro do planejamento plurianual, incluindo apoio à legalização de agroindústrias, capacitações, visitas técnicas e formação de jovens e mulheres rurais. Destacou também os programas voltados à merenda escolar, cultura da mandioca, batata-doce, arroz, pecuária e maracujá, este último com cerca de 180 hectares cultivados no município. Segundo ela, novas tecnologias vêm sendo difundidas para aumentar produtividade, reduzir aplicações de insumos e qualificar a gestão das propriedades. A Epagri também auxilia na apresentação de propostas ao Programa de Aquisição de Alimentos (PA), que deve lançar novo edital no município.
O planejamento para 2026, segundo ela, deve manter a linha de ações desenvolvidas neste ano, com continuidade dos programas considerados positivos pelos agricultores e pela instituição.