A cabeleireira Alice passa por muitas dificuldades com a filha, desde que ela sofreu um acidente, mesmo assim, a mulher, que batalha diariamente pela saúde da filha, ainda faz trabalho voluntário
Araranguá
Há exatamente um ano e onze meses atrás, a filha da Alice Moreira sofreu um choque elétrico. Sarah, de apenas quatro anos, caiu em cima de um refletor e passou por duas paradas cardíacas.

O Canal Uaaau fez uma matéria incrível contando sobre a batalha dessa mãe, que é casada com Edgar, seu companheiro de luta e de profissão, ambos são cabeleireiros e fazem de tudo para ver a sua menina melhor. ''A primeira parada cardíaca eu consegui reanimar quando estava indo para o hospital com o meu marido e a segunda foi no hospital, lá eles conseguiram reanimá-la depois de 20 minutos, e botaram ela em coma. Ela ficou dez dias em coma no hospital em Criciúma, mas quando voltou, ela veio sem falar, sem enxergar, sem andar, com tetraparesia e uma lesão no cérebro'', conta Alice.

É aí que começa toda a história de superação dessa família, onde não sabiam se a pequena Sarah voltaria a ser uma criança saudável ou se ficaria deficiente por toda a vida, se conseguiria voltar a falar e a andar. ''Nós começamos uma batalha para recuperar ela, não importava o quanto e como, conseguimos contar com a ajuda de muitas pessoas daqui de Araranguá e de outras regiões, então começamos a procurar tratamentos para este dia que a gente tanto esperava, que era a recuperação dela. Então procuramos tudo, fomos para Porto Alegre fazer ozonoterapia, fomos em Florianópolis atrás de um optometrista para a estimulação visual, procuramos fonoaudiólogo, fisioterapeuta, TO (Terapia Ocupacional), APAE, equoterapia, cinoterapia que é terapia com cachorros, então procuramos diversas terapias, e também fomos até Brasília no hospital Sarah Kubitschek, conseguimos coisas que ela precisava para andar, que era parapodium, andador, cadeira de rodas, conseguimos doações, que muitas pessoas ajudaram, fizeram brechó e rifas para nos apoiar nesse momento, o andador dela veio dos Estados Unidos por doação e desde então estamos nessa batalha'', conta a mãe.

Hoje, Sarah fala algumas palavras, come sem ajuda de sonda, consegue expressar o que está sentindo, abraça, beija e está na escola. '' Então ela tem se recuperado muito e vai fechar dois anos agora em março, e sabemos que estamos no caminho certo, muitas vezes a gente chorou e se entristeceu, mas nunca deixamos isso nos derrubar, porque a gente sabia que a coisa mais importante que eu e meu esposo temos, é a nossa filha e nós precisávamos de força para lutar por ela. Hoje estamos na casa de Passagem fazendo trabalho social, porque não é só nós que precisamos de apoio, existem muitas famílias que precisam e muitas entidades, então se cada um fizer a sua parte, o mundo será bem melhor'', conclui Alice.

Texto: Luiza Hennemann