A homenageada de hoje é a protetora de animais, Márcia Lirio
Arroio do Silva
Marcia Lirio é solteira, tem 47 anos é ativista na proteção animal, lacto vegetariana, presidente do Instituto SOS Bicho Urbano, nasceu no Estado do Rio Grande do Sul e vive em Santa Catarina há mais de 14 anos, atualmente reside em Balneário Arroio do Silva.

A paixão que Márcia tem pelos animais teve início na infância, um sentimento que veio de berço. O sentimento é tanto que, há alguns anos, passou a se dedicar integralmente conscientizando, educando, atuando de forma macro pelos problemas relacionados a causa. Tornou-se lacto vegetariana e não consume carne e seus derivados em respeito à vida dos animais.

Os desafios que a ativista encontra pelo caminho são muitos. No Brasil, recentemente a minoria dos governos municipais têm se empenhado na renovação de suas políticas públicas. Na grande maioria a atuação das ONGs – Organizações Não Governamentais, dos protetores independentes, e a situação de abandono são ignoradas pelo poder público.

"Uma parcela da sociedade acredita existir fórmulas magicas, locais adequados para o recolhimento dos animais, que são descartados de forma vergonhosa pelos humanos irresponsáveis. Infelizmente o número de animais abandonados é consideravelmente superior aos que são resgatados, ocorrendo assim o acúmulo e consequentemente a baixa qualidade de vida dos mesmos. Sem contar que a avassaladora maioria das entidades do terceiro setor atua sem verbas públicas, tem como forma de captação de recursos a promoção de bingos, bazares e rifas, e somente desta forma, as entidades conseguem custear parte das atividades desenvolvidas", desabafou Márcia.

Segundo a ativista, as entidades não governamentais e os protetores independentes estão com excesso de trabalho à espera de abnegados colaboradores e não de pessoas que procuram suavizar sua consciência repassando os problemas, sem se quer ter a preocupação do que está atitude representa na vida das pessoas que se dedicam a causa animal. "É preciso destacar que todos podem em algum momento, fazer algo em prol do bem-estar dos animais, é necessário apenas que ocorra uma compreensão que a responsabilidade deve ser dividida entre a sociedade e a administração pública, caso contrário não haverá avanços significativos", asseverou.

Desenvolver atividades na proteção animal é tarefa árdua, porém o que a estimula Márcia a continuar esse trabalho é saber que vários paradigmas são quebrados. "Através das ações realizadas em parceria com ONGS e prefeituras deixamos as pessoas mais conscientes sobre a necessidade da castração dos animais, e que, através principalmente das palestras incentivando a educação para o tratamento humanitário dos animais, as crianças podem se tornar mais solidárias e adquirir uma atitude mais responsável como futuros cidadãos. Muito destas conquistas e inúmeras mudanças de atitudes, ocorreu graças o espaço que a imprensa dedica ao assunto", disse.
Instituto SOS Bicho Urbano
O Instituto SOS Bicho Urbano não possui fins lucrativos. Desenvolve e executa projeto de castração em felinos e caninos, e campanhas promovendo a guarda responsável e bem-estar animal nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.