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Gêneros: Ação, o que um bom filme de ação precisa ter

Eu sei, eu sei, eu acabei de lançar duas colunas seguidas sobre gêneros cinematográficos e sequer dei um tempo de respiro entre elas e ainda assim, cá estou novamente. Mas deixa eu me explicar, nessa última semana assisti à John Wick 3:  Parabellum que estreou nos cinemas em maio deste ano. Acontece que sendo grande fã de Keanu Reeves (que estrela a trilogia) e da própria trilogia em si, me vi necessitada de trazer o gênero pra ontem por aqui. Porque a verdade é uma: Precisamos de mais filmes de ação no nível de John Wick e parece que a cada ano eles se tornam menos e menos frequentes. Mas então, o que difere um excelente filme de ação de um mediano ou ruim?

Para falar sobre a qualidade dos filmes desse gênero é necessário falar sobre Duro de Matar (Die Hard – 1988). Quando o filme foi lançado ninguém esperava que faria o tamanho do sucesso que fez, isso porque até então, os principais filmes do gênero não eram conhecidos pelo alto nível de qualidade de roteiro, então também não eram muito bem recebidos pela crítica. Alguns dos principais nomes do gênero na época eram Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone e Harrison Ford. O que mais diferenciou os personagens desses atores do interpretado por Bruce Willis em Duro de Matar foi a humanização do herói, que trouxe junto um maior desenvolvimento dos personagens principais, ou seja, do herói e seu antagonista. A história de Duro de Matar pode ser identificável à vida real porque seus personagens se assemelham a pessoas reais, algo que não acontecia até então. Jonh McClaine não é o herói perfeito, tampouco sai ileso da maior parte de seus confrontos, ele possui falhas tanto em sua vida pessoal quanto em sua missão de salvamento. No fim das contas, o filme deu tão certo que não só rendeu várias sequências para Duro de Matar, mas inspira muitos outros longas até hoje. A questão é que Duro de matar consertou alguns problemas que pareciam quase sempre presentes no gênero até então e acabou rendendo bons frutos com isso, mas, como é de costume, com o passar do tempo esse novo padrão de qualidade foi se esgotando.

O gênero de ação é provavelmente o que mais lança filmes todos os anos, existe um grande público que adora consumir os filmes do gênero e já que a crítica não costuma dar muita atenção à esse gênero eles, em sua grande maioria, não se importam tanto em nos entregar um bom filme. Eu vou mostrar como é fácil saber se você está assistindo à um filme de ação que não se importou em criar uma boa história. A trama principal é apresentada de forma rápida e sem muito aprofundamento, e em pouco tempo de filme toda a trama já foi apresentada nos levando para o início das cenas de ação que é quando começam as perseguições e brigas num ritmo frenético. No fim das contas, o herói vence algum medo, algum desafio, ou conclui sua vingança, e até pode haver uma tentativa de nos fazer sentir que realmente nos importamos com aquela pessoa, mas você percebe que logo que o filme acaba se lembra apenas da barulhada que foi, ou sequer se lembra disso porque o filme desaparece pra sempre na sua cabeça. O filme foi totalmente esquecível. Alguns não dão muita atenção à história, mas nos entregam cenas de ação memoráveis que acabam sendo o único ponto alto do filme todo. Se você já assistiu a velozes e furiosos 6 com certeza se lembra da cena em que toretto salva Letti que está em cima de um tanque de guerra em alta velocidade enquanto pula de seu carro e a pega no ar caindo “com segurança” em cima de um carro. Falando em Velozes, a franquia pode até já ter durado tempo demais, mas começou com muita qualidade, a trama era aprofundada, os personagens carismáticos e as cenas de ação incríveis, que por sinal, são o principal motivo de ainda valer muita a pena assistir aos filmes da franquia. Quem é que pensaria em colocar um tanque de guerra num filme como esse, gente?

Mas vamos então falar de um problema mais recente no cinema de ação. A alguns anos uma nova técnica cinematográfica foi criada e com ela veio também uma nova queda na qualidade do gênero, isso porque a sensação é de que de certa forma nós estamos cada vez menos vendo a ação dos filmes – na verdade não é uma sensação não, nós estamos cada mais vendo menos as ações dos filmes. Os culpados disso são as câmeras na mão e os cortes frequentes nas cenas de luta. Se você assistiu a algum filme de ação recentemente que tenha sido lançado nos últimos 10 anos deve ter se lembrado agora de que não viu toda a ação do filme com clareza. As cenas de luta hoje em dia são feitas com muitos cortes e muitos closes, o espectador não vê a ação por inteiro e ao fim da cena pode não ter entendido direito o que aconteceu. É claro que existem casos em que essa técnica é usada por uma questão maior de necessidade do que pela falta de habilidade dos dublês ou atores ou até pela economia de tempo. Os filmes de super-heróis por exemplo, são longas que costumam levar um longo período de tempo de filmagem e serem repletos de cenas de brigas, o que significa que coreografar lutas inteiras é um trabalho bem mais difícil e que custa muito mais tempo e dinheiro. Mas nada disso muda o fato de que essa técnica deu uma boa ajuda para “arruinar” o gênero de ação. É então que chegamos em John Wick. Um raro caso em que a cada nova continuação, melhor o filme. Um dos principais fatores que tornaram a trilogia tão grande e tão boa foi a qualidade das cenas de luta, aqui geralmente gravadas em tomadas bem abertas e com quase nenhum corte, ou seja, você consegue ver absolutamente toda a ação. São muitas as cenas de luta com poucos cortes e tomadas bem abertas, possibilitando que você não só veja a ação por inteiro, mas a aprecie como forma de arte. Keanu claramente faz boa parte delas o que só o torna ainda mais um dos homens mais maravilhosos que existem no planeta. Não, isso não foi um exagero. É de impressionar gente, serião. John Wick possui uma trama simples, sua esposa faleceu e lhe deixou de presente um filhote de cachorro para que ele não se sentisse tão sozinho, acontece que um grupo de bandidos decide invadir sua casa para roubar o carro de John e, além de levar o carro, matam seu cachorro. John é um assassino de aluguel aposentado que volta ao jogo para vingar a morte de seu cachorro e pegar seu carro de volta. É então que começa um massacre digno dos melhores filmes de ação já feitos. Pois bem, a trama é bem simples, o personagem não tem um grande aprofundamento em quem ele é e o que fez em seu passado, e mesmo assim, a história é muito bem escrita e bem redondinha, um exemplo de que é possível fazer um ótimo filme de ação sem um grande aprofundamento da história. bom, já que eu me precipitei por estar doida para falar de John Wick e indiquei o meu primeiro filme antes da hora, finalizo por aqui e deixo abaixo mais alguns filmes em sua maioria recentes e cheinhos de cenas de ação tão boas quanto suas tramas.

Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max – 2015)

Após ser capturado por Immortan Joe, um guerreiro das estradas chamado Max se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa na tentativa se salvar um grupo de garotas. Também tentando fugir, Max aceita ajudar Furiosa em sua luta contra Joe e se vê dividido entre mais uma vez seguir sozinho seu caminho ou ficar com o grupo. Esse é um de meus filmes de ação preferidos! As cenas de perseguição dele são alucinantes e de tirar o fôlego, assim como a trilha sonora que as acompanha que é belíssima. O mesmo vale para a trama, cheia de excelentes personagens e um enredo bem envolvente e imersivo. É o filme perfeito pra quem gosta de uma história incrível seguida por muita ação executada com grande maestria do começo ao fim.

  

 

Kingsman: Serviço secreto (Kingsman – 2015)

Eggsy é um jovem com problemas de disciplina que parece perto de se tornar um criminoso. Determinado dia, ele entra em contato com Harry, que lhe apresenta à agência de espionagem Kingsman. O jovem se une a um time de recrutas em busca de uma vaga na agência. Ao mesmo tempo, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine. Esse já é bem diferente de Mad Max, o estilo, as cenas de ação e quase todo o resto, mas, assim como Mad Max, se destacou entre alguns dos melhores filmes do gênero dos últimos anos. É divertido, tem cenas de lutas bem criativas e ainda Samuel L. Jackson como vilão.

Atômica (Atomic Blonde – 2017)

Lorraine Broughton (Charlize Theron), uma agente disfarçada do MI6, é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. Ao lado de David Percival (James McAvoy), chefe da localidade, a assassina brutal usará todas as suas habilidades nesse confronto de espiões. Como John Wick, as cenas de luta e perseguições de Atômica são incríveis, assim como o desenvolvimento da trama. Charlize Theron está tão impecável quanto em Mad Max, então já está valendo a pena.

Dunkirk (2017)

Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunkirk, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy busca escapar a qualquer preço. Esse é um filme de ação de guerra que foge um pouco tanto dos outros que estão nessa lista, quanto de muitos outros filmes do subgênero. A ação aqui não é focada nos embates de guerra, que ocupam pouco tempo de filme, e sim, nas ações que cada grupo de personagem precisa tomar para sobreviver ou ajudar a salvar seu país. A trilha sonora é apenas mais um ponto alto do longa, que consegue além de criar um maior envolvimento com a ação, nos deixar tensos e inquietos.

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