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Fragmentos florestais de mata nativa integram espaços de educação ambiental da Satc

Em mais de 20 hectares é possível encontrar espécies da Mata Atlântica  

Numa área de 550 mil metros quadrados, a Satc conta com salas de aula, laboratórios, ambientes de convivência e prática esportiva. Mas não é apenas isso. Distribuída na parte sul do terreno da instituição, uma área de mata nativa, com vegetação secundária, representa mais um ponto de preservação e cuidado com o meio ambiente.   

Nos mais de 20 hectares de Mata Atlântica estão espécies que eram muito comuns e hoje caminham para um processo de extinção, como o cedro e o palmito. Estudioso do meio ambiente, o biólogo Mauro Zavarize é pesquisador do Centro Tecnológico Satc (CTSatc) se dedica aos cuidados com esses espaços. “Temos uma área com vegetação secundária bem preservada, e outa que foi recuperada em 2010, quando foram retirados os Pinus sp. e feito o plantio de espécies nativas”, ressalta o especialista.   

Por meio das trilhas que dão passagem em uma das áreas de mata é possível encontrar árvores centenárias, como o imponente cedro, ipês, jerivás, araçás, figueiras e gabirobas. Além delas há o palmito, nome popular da espécie Euterpe edulis Martius, que tem uma atenção especial do pesquisador. O palmito tem importante função ecológica especialmente com as aves e mamíferos, mas por muito tempo foi manejado de forma inadequada na região. Até aqui, na nossa área, tínhamos dificuldades em encontrar”, conta Zavarize.  

Para resolver o problema, ele distribuiu mais de 2 mil sementes nos espaços de preservação da Satc. Do nascimento até produzir os frutos e servir de alimento para pássaros e outros animais, a planta pode demorar até 10 anos. “Na fase inicial de crescimento, o palmito não necessita de luz direta, sendo que a pleno sol não tem um bom desenvolvimento, por isso a importância da floresta”, reforça o pesquisador. 

Entre os cuidados que o biólogo e a equipe do Núcleo de Meio Ambiente (NMA) do CTSatc adotam junto aos espaços de preservação está a inclusão de espécies frutíferas. “Já plantamos mudas de araçá, pitanga, gabiroba, aroeira, entre outras frutíferas, justamente para que possam servir de alimento para a fauna”, ressalta. O resultado disso é ver, com frequência, espécies circulando pelo terreno da instituição, como tatus, cachorro do mato, ouriços, entre outros animais comuns à Mata Atlântica.   

As ações de cuidado com o meio ambiente desenvolvidas na Satc vêm ao encontro dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pelas Nações Unidas e que buscam melhorar a qualidade de vida e reduzir as diferenças econômicas, sociais e ambientais entre as pessoas. O ODS 15, que trata da vida terrestre, determina que é fundamental proteger, recuperar e promover o ecossistema terrestre.   

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