Aliados do vice-prefeito Primo Menegalli Júnior sugerem que o rompimento de prefeito PP e vice PL aconteceu em julho do ano passado, quando Mariano Mazzuco licenciou-se por 20 dias para tratamento de saúde. Na interinidade Primo teria entrado em ritmo intenso e chamado atenção por isso. Já Primo considera que sente a ruptura entre ele e o prefeito logo após a eleição. O fato é que prefeito e vice de Araranguá andam em caminhos bem distantes um do outro. No fim do ano passado romperam de fato. Nos últimos dias o PL de Primo tem acelerado o passo para atender apelo do senador Jorginho Melo, que deseja ter candidatura do partido no município. O recall de Mazzuco, entretanto, remete a um histórico de peso na gestão municipal. Ele foi duas vezes vice e duas vezes prefeito antes do mandato atual, que pretende concluir com um “pacotaço” de obras.
Correção
Anteriormente passei aqui no Uaaau que o PL tinha a promessa de cabeça de chapa para a eleição de 2020. A informação veio de fonte da coordenação regional. Primo Menegalli Júnior, entretanto, telefonou para corrigir a informação. Disse que isso nunca foi tratado. Ele diz reconhecer a legitimidade de Mariano buscar a reeleição e que o distanciamento não se dá por este motivo. “Isso nunca houve”, disse.
A vez do PSL
Assim como Criciúma onde o PSL tem anunciado candidatura a prefeito, e até já houve reunião entre o governador e o deputado Carlos Moisés da Silva para falar especificamente sobre o assunto, Araranguá ensaia cobrar da direção estadual os acenos que precisa para lançar candidato. Os dois nomes cotados são Rodrigo Turatti e Ricardo Ghelere.
Um e outro
Rodrigo Turatti já tem histórico de experiência política enquanto Ricardo Ghelere é da chamada safra nova de políticos. Ele surgiu como administrador do CIS-AMESC (sistema de saúde dos municípios da Amrec) e atualmente dirige o Instituto Maria Schmitz, responsável pela gestão de seis hospitais e a UPA de Criciúma.
Estratégia
Em Sombrio a estratégia do PDT chama atenção. O partido lançou programa denominado “Somos todos candidatos 2010” em apresenta estratégia de arrecadação e marketing para atrair 16 candidatos. Na eleição passada a sigla somou 1.411 votos. Faltaram 40 votos para fazer um vereador. A estratégia é fazer três vereadores. Numa cidade em que a disputa fica polarizada entre PP e MDB, ficar com a terceira força na Câmara é certeza de ser atraído pelo futuro governo.
No PDT
O PDT de Sombrio é presidido por filho de família tradicional e conhecido por sua estratégia. Celso Souza cita ainda como parte da articulação para estar no poder a força de dois deputados estaduais: Paulinha e Rodrigo Minotto. Na sombra da sigla ele aposta que a próxima será a melhor eleição do partido no município.
Adiado
Ficou adiado o julgamento do processo que denuncia fraude eleitoral que teria sido cometida por uma das coligações no município de Valença (PI). Isso tem a ver com caso análogo registrado em Sombrio. Advogados aguardam por este julgamento para saber como se posicionam no andamento do caso em que a coligação que fez cinco vereadores em Sombrio é acusada de usar mulheres com candidaturas “laranja”.
Texto: Joâo Paulo Messer