A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região formalizou, nesta quarta-feira (7), junto à Gerência Regional do Trabalho em Criciúma, a comunicação do acidente com incêndio ocorrido na manhã de segunda-feira (5), na unidade matriz da Anjo Tintas.
O presidente do Sindicato, Carlos de Cordes, o Dé, o vice-presidente Lúcio Pelegrin e o assessor jurídico da entidade, Dr. Edson Mendes de Oliveira, reuniram-se com o gerente regional do Ministério do Trabalho em Criciúma, Glaisson Biava Velho. Na reunião, solicitaram urgência na apuração dos fatos e a realização de fiscalização in loco para verificar as circunstâncias e as condições em que ocorreu o acidente.
Até o momento, 13 Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) foram emitidas em decorrência da ocorrência, sendo 11 relativas a empregados da Anjo Tintas e duas a trabalhadores de empresas terceirizadas.
Entre as vítimas está o trabalhador de 27 anos que teve 80% do corpo queimado e permanece hospitalizado. Entre os demais, um teve afastamento inicialmente previsto por 15 dias, outro por dois dias e os demais por um dia, com registros de sintomas relacionados a afecções respiratórias provocadas pela inalação de gases.
Para a direção do Sindicato, a dimensão do acidente, o número de trabalhadores atingidos e a natureza da atividade desenvolvida no local reforçam a necessidade de uma apuração rigorosa para identificar as causas da ocorrência e verificar as condições de segurança no ambiente de trabalho.
O presidente Carlos de Cordes lamentou que a empresa, por sua dimensão e importância econômica tenha omitido, inicialmente, a proporção do acidente. “Era apenas uma vítima, mas conforme fomos investigando foram aparecendo novos desdobramentos e a gravidade do caso ficou evidenciada com 13 trabalhadores atingidos”, disse Dé.
O Sindicato continuará acompanhando o caso, tanto em relação à situação dos trabalhadores atingidos quanto aos procedimentos de fiscalização e investigação do acidente.