Equipe da BR-285/RS/SC apresentou projeto musical em evento dedicado à conservação
O Festival Wiediistock celebrou a natureza e a importância da conservação da biodiversidade na tarde deste sábado (14), na sede do Instituto Felinos do Aguaí, em Siderópolis (SC). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/SC), por meio da Gestora Ambiental da BR-285/RS/SC, participou da programação com a apresentação do projeto Canção dos Bichos: Rock & Natureza, cujas músicas autorais combinam características da fauna e flora nativas da região Sul do Brasil ao som de rock, jazz, reggae e funk. No palco cercado pelos paredões da Serra Geral, foi lançada em primeira mão a música em homenagem ao animal que inspirou a realização do festival: o gato-maracajá.
O evento contou ainda com shows de bandas locais, atividades educativas, esportes radicais, gastronomia, entre outras atrações. O boneco da gralha-azul, mascote das obras na BR-285/RS/SC, marcou presença acompanhando a equipe do Programa de Educação Ambiental. Além de chamar a atenção para a conservação da Mata Atlântica e do gato-maracajá, o festival buscou angariar recursos para a instalação de um recinto de felinos silvestres, cuja função é servir de abrigo transitório aos animais que serão reintroduzidos na natureza.

Na Reserva Biológica Estadual do Aguaí, uma das dez Unidades de Conservação estaduais de Santa Catarina, ocorrem cinco espécies de felinos silvestres: o leão-baio (Puma concolor); a jaguatirica (Leopardus pardalis), o gato-maracajá (Leopardus wiedii), o gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) e o gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus). De acordo com a bióloga Micheli Ribeiro Luiz, o gato-maracajá é o que tem a menor densidade dentre todos. “Ele leva dois anos em média para se reproduzir e tem apenas um filhote, enquanto os outros têm de três a seis. Além disso, é uma espécie ameaçada que depende crucialmente da floresta por ser arborícola (que passa parte da vida sobre as árvores)”, explicou.
O projeto Felinos do Aguaí é parceiro do DNIT em atividades de cunho informativo e educativo e cedeu imagens capturadas em armadilhas fotográficas para produção de um documentário que trata da formação histórica da região em que está inserido o empreendimento. O acervo do instituto é composto por painel ilustrativo, animais taxidermizados, mapas, fotografias, maquete, crânios, artefatos indígenas e aquário com espécies da fauna da região. As atividades oferecidas incluem palestra e trilha interpretativa na reserva. “As culturas vão se moldando ao longo do tempo e o nosso papel é dar suporte, conhecimento e informações para essas gerações que estarão à frente da sustentabilidade do nosso planeta”, analisa a bióloga.

Fonte: Amanda Montagna | STE