O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Criciúma e Região (Sindisaúde), Cleber Ricardo da Silva Candido, participou do Jornal do Meio-Dia para esclarecer a situação envolvendo os trabalhadores do Instituto Maria Schmitt (IMAS), responsável pela gestão de unidades de saúde da região.
As assembleias realizadas nos dias 20 e 21 de maio discutem a possibilidade de paralisação nos serviços prestados pelo Hospital Regional de Araranguá, Hospital Dom Joaquim, de Sombrio, Hospital São Marcos, de Nova Veneza, além das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Criciúma e Cocal do Sul.
Segundo Cleber Candido, a mobilização ocorre após os trabalhadores rejeitarem uma proposta salarial apresentada pela instituição.
“Os trabalhadores estão sendo consultados sobre a possibilidade de aprovar ou não a greve definida nas últimas assembleias”, explicou durante entrevista no Jornal do Meio-Dia da TV Sul Catarinensse.
No Hospital Dom Joaquim, em Sombrio, os trabalhadores já haviam rejeitado a possibilidade de paralisação durante uma das consultas realizadas. Já no Hospital Regional de Araranguá, a definição dependeu da soma dos votos registrados ao longo dos períodos de votação.
Ainda conforme o sindicato, uma nova proposta do IMAS chegou para avaliação da categoria. A instituição propõe reajuste salarial de 4,36%, alcançando 1% de aumento real, além de reajuste no vale-alimentação.
A reivindicação aprovada anteriormente pelos trabalhadores era de 6% de reajuste salarial e aumento de R$ 50 no vale-alimentação, elevando o benefício para R$ 300.
O sindicato afirma que busca avanços salariais e melhorias nas condições de trabalho, mas também tenta evitar impactos à população.
Caso a paralisação seja aprovada, os atendimentos considerados essenciais seguirão funcionando dentro dos limites previstos em lei.
“UTI, emergência e serviços essenciais não podem parar. Tudo acontece dentro da legalidade, evitando ao máximo prejudicar a população”, destacou Cleber Candido.
As votações seguem em andamento e a definição sobre eventual paralisação deve ocorrer após a conclusão das assembleias e apuração dos votos dos trabalhadores.
Resultado parcial das votações
Até o momento, os números parciais apontam o seguinte cenário:
Hospital Regional de Araranguá (HRA)
Total de votos: 227
Sim para greve: 131
Não para greve: 96
Hospital Dom Joaquim (HDJ)
Total de votos: 109
Sim para greve: 31
Não para greve: 78
Com os números parciais divulgados até o momento, são 162 votos favoráveis à greve e 174 contrários à paralisação, mantendo o cenário ainda indefinido, já que a apuração depende do resultado completo das unidades envolvidas nas assembleias.
Por Suelen Lopes