As grandes corporações não gostam de Lula. Nunca gostaram. Só permitiram que ele chegasse ao poder em 2002 por falta de opção. Ou era isto ou a panela de pressão social poderia estourar, causando um mal maior. A desconstrução do PT, no entanto, demorou mais do que se imaginava. O que era para demorar um mandato levou quatro para ser desalojado do poder, e somente o foi por conta de um processo de impeachment tirado da cartola. Não fosse isto o PT estaria até hoje do comando da Nação, usando para isto meramente um livreto de bolso do filósofo italiano Antônio Gramsci, que ensina como governar populações subdesenvolvidas na base do pão e circo.
O fato é que o chamado “sistema” nunca imaginou que os brasileiros trocariam seu voto por cartões do Bolsa Família, ou por trinta anos de prestações do Minha Casa, Minha Vida. Burro como sempre foi, o sistema imaginou errado.
O problema do sistema é que a destruição do PT custou caro. A ideia, por óbvio, era eleger alguém do Centrão, mas eis que no meio do caminho surge a figura messiânica de Jair Bolsonaro. Como ele é tão desconfortável quanto o PT, o negócio é destruí-lo, o que já vem sendo feito com maestria.
Lula e o PT, todavia, que não se empolguem. É muito provável que o sistema encontre um novo salvador da pátria, de modo a não precisar pagar pedágio para suas artimanhas. O fato é que o Centrão só precisa chegar ao segundo turno. Se o candidato ungido pelo sistema conseguir isto, o adversário, seja Bolsonaro ou Lula, dificilmente vence a eleição presidencial.
Finais
Deputado estadual Jessé Lopes (PSL) conseguiu angariar para seu grupo uma importante liderança política de nossa região. Trata-se do ex-vereador sombriense, Flávio Colombo, que reside em Balneário Gaivota, município onde já foi secretário municipal e também presidente do MDB. Colombo tem ressaltando que irá trabalhar de mangas arregaçadas pela candidatura à reeleição de Jessé, ainda que mantenha profundos vínculos com o MDB gaivotense e sombriense.
Presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Araranguá, Diego Pires (PDT), não descarta possibilidade de disputar a Câmara Federal, na eleição do ano que vem. A intenção é a de fortalecer o PDT na região, e, em especial, o nome do deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) para o pleito de 2022. Minotto é candidato natural à reeleição. Já Diego não tem absolutamente nada a perder. Se vencer será deputado federal. Se perder, fica com o nome fortalecido para o pleito municipal de 2024, quando poderá postular com mais propriedade uma vaga na majoritária.
Expulsão da deputada estadual Paulinha Silva do PDT foi meramente matemática. O partido deverá eleger apenas um deputado estadual ano que vem. A eleita seria Paulinha, que, a exemplo de 2018, fará mais votos que Rodrigo Minotto (PDT) em 2022. Como o PDT catarinense está nas mãos de Maneca Dias e de Rodrigo Minotto, que são como pai e filho na política, o caminho mais curto era tirar Paulinha do caminho. Mais simples que beber água.
Entrada do presidente Jair Bolsonaro no Patriota deverá desencadear uma debandada de desfiliações do PSL e do PRTB, em direção ao novo partido do Chefe da Nação. Pontualmente em Santa Catarina situação é bastante constrangedora para aqueles líderes municipais que estão filiados ao PSL, principalmente para os que detêm mandato. É que o governador Carlos Moisés da Silva não deverá deixar o PSL para acompanhar o presidente em sua nova jornada. Por sua vez, quem o fizer poderá pegar briga com o governador, prejudicando a vinda de verbas para o município que representa.