A executiva nacional do PDT decidiu nesta quarta-feira (26) expulsar a deputada Paulinha por "infidelidade partidária". O relatório da Comissão de Ética e Disciplina Partidária, que recomendava a expulsão, foi aceito por unanimidade.
O PDT foi o único partido da deputada, que iniciou a carreira política como prefeita de Bombinhas, em 2013. As divergências internas começaram a vir à tona quando ela aceitou a posição de líder do governo Moisés, ainda no ano passado. Em nota, a legenda informou ter havido "reincidência de casos de descumprimento de decisões partidárias".
Com a decisão, o PDT pode requisitar a vaga de Paulinha na Alesc. No entanto, fontes ouvidas pela coluna indicam que um eventual processo se estenderia para além de março do ano que vem, quando abre a janela para mudança de partido. Com isso, a tendência é que a deputada permaneça no cargo.
Ao longo dos últimos meses, informações davam conta de que Paulinha vinha sendo sondada pelo MDB e o Podemos. A deputada se manifestou em nota na manhã desta quinta-feira (27):
“Por 32 anos estive no PDT, partido do qual me orgulho em ter ajudado a construir a sua história, que sempre honrei com dignidade e respeito.
Ao longo dos anos, entretanto, o partido vem perdendo a capacidade de se comunicar com as pessoas, entregando-se a negociações por cargos, trocando a defesa dos verdadeiros interesses da sociedade para manter projetos pessoais e privilégios imerecidos para poucos.
Em nome da responsabilidade e da confiança a mim atribuída pelo povo catarinense não pude concordar com isso. Não era por menos que Leonel Brizola desejava “fechar o PDT” antes da sua morte.
Faço parte de um time de mulheres brasileiras que não quer mais a intolerância, os conchavos, as “estratégias” para estar no poder. Sou apenas uma cidadã comum, que mesmo que seja punida pelas suas crenças decidiu lutar com todas as suas forças pelo seu estado, pelo seu país. E nada me desviará do meu caminho. Nada.
Sigo firme, de consciência leve e em paz, porque sei que não pratiquei qualquer ato que justificasse tamanha perseguição.
Agora, de coração aberto, buscarei outra agremiação que acolha a mim e aos amigos que me acompanharão, num ambiente onde a liberdade e a democracia realmente existam e sejam valores reais.
Estou convencida de que radicalismos, extremismos, e a falta de respeito para com diferentes opiniões não fazem bem para o Brasil.
Reitero com coragem a minha lealdade e o meu amor infindável por Santa Catarina.
Minha história de amor e devoção à nossa gente não termina aqui. Ela está apenas começando!
À minha família, minha equipe e aos inúmeros amigos que enviaram mensagens reconfortantes de otimismo e fé, minha eterna gratidão. Enquanto Deus me der vida e saúde, estarei com vocês, por vocês. E vamos à luta!"
Fonte: NSC Total